terça-feira, 6 de março de 2018

JERICÓ

Heb. Yerichô, “cidade do (deus) lua”, ou “lugar da fragrância”; Gr. Iericho.
Uma cidade importante no vale do Jordão, por vezes apelidada de “a cidade das palmeiras” (Dt 34:3; Jz 1:16; Jz 3:13; 2Cr 28:15). Localiza-se cerca de 8 km a oeste do rio, cerca de 13 km a norte do Mar Morto e 24 km a nordeste de Jerusalém em linha recta, na base das montanhas da Judeia, na zona mais alta do Vale do Jordão. Situa-se 250 metros abaixo do nível do mar mas a 140 metros acima do leito do rio. Possui um clima quase tropical. Por isso crescem ali palmeiras e actualmente também bananeiras.
Embora as escavações efectuadas mostrem que Jericó é uma das mais antigas cidades do mundo, não é mencionada em nenhum registo antigo, para além da Bíblia. Quando os israelitas invadiram Canaan, Jericó, que se situava na principal estrada que ligava o Este ao Oeste, foi o seu primeiro obstáculo na invasão da Palestina Ocidental. Uma vez que foi a primeira cidade a ser conquistada na Terra Prometida, Josué declarou que os seus tesouros seriam dedicados a Deus como oferta (Js 6:17-19). A história da sua queda é bem conhecida. Foram enviados homens para espiar a terra. Raabe mostrou-se hospitaleira para com eles, protegendo-os e ajudando-os a escapar quando foram perseguidos pelos habitantes de Jericó. Como recompensa por tê-los ajudado e também pela sua fé no Deus dos israelitas, os espiões prometeram salvar-lhe a vida e os bens, uma promessa que foi fielmente cumprida (Js 2:1-22, Js 6:22, 23, 25). Depois que os israelitas atravessaram o Jordão, acamparam em Gilgal, perto de Jericó (Js 5:10) e marcharam à volta da cidade uma vez por dia durante seis dias. No sétimo dia marcharam à volta da cidade sete vezes e depois, ao sinal das trombetas, gritaram. 

Nesse momento, os muros da fronteira ruíram (Js 6:8-21). Os israelitas entraram na cidade, destruíram os seus habitantes, com excepção de Raabe e da sua família e queimaram tudo, excepto determinados objectos que seriam usados no santuário (Js 6:1-21, 24). Josué, então, pronunciou uma maldição sobre todo aquele que tentasse reconstruir Jericó no futuro (Js 6:26).
Embora a cidade, como tal, não fosse reconstruída até aos dias de Acabe, houve quem morasse nas suas proximidades, pois o nome continuou a ser usado (ver 2Sm 10:5). Na divisão do país, Jericó encontrava-se na fronteira entre Efraim e Benjamim, tendo sido atribuída a Benjamim (Js 16:1, 7; Js 18:12, 21). Eglom, o rei de Moabe, oprimiu os israelitas no início do período dos juízes e tomou Jericó para si (Jz 3:13). Os mensageiros de David, ao voltarem do encontro com o rei amonita, que os insultou, rapando-lhes metade das suas barbas, permaneceram em Jericó até estas voltarem a crescer (2Sm 10:5; 1Cr 19:5). No tempo de Elias, Hiel reconstruiu a cidade e, de acordo com a maldição pronunciada por Josué, perdeu dois dos seus filhos (1Rs 16:34). Ainda no tempo do profeta Elias, viveu em Jericó uma comunidade de profetas (2Rs 2:4, 5, 15, 18) e mais tarde, Eliseu sarou a fonte das águas ali existente (2Rs 2:19-22). Um século mais tarde, Jericó foi o cenário da libertação de cativos de Judá, capturados pelo exército do rei Peca, de Israel (2Cr 28:15). Nos últimos dias do reino de Judá, o exército babilónico capturou Zedequias nas proximidades de Jericó (2Rs 25:5; Jr 39:5; Jr 52:8). A população de Judá deve também ter sido levada cativa porque 345 descendentes dos seus antigos habitantes voltaram do exílio babilónico com Zorobabel (Ed 2:34; Ne 7:36). Algumas pessoas de Jericó ajudaram Neemias a reconstruir o muro de Jerusalém (Ne 3:2).
Jericó volta a ser mencionada no período dos macabeus, quando Baquides, o general sírio, recuperou as suas fortificações (I Mac 9:49, 50). António deu a cidade a Cleópatra como estância de Verão. Quando Herodes, o Grande, mais tarde a recebeu como presente de Augusto, embelezou-a, construiu lá um palácio e erigiu uma fortaleza por trás da cidade chamada Cypros. Herodes, o Grande, morreu em Jericó.
Jesus passou pela Jericó do NT (Lc 19:1), que se situava a Sul e a Este da cidade do VT, à entrada do Wâdi Qelt, pelo qual passava a estrada que se dirigia a Jerusalém. Jericó era a cidade natal de Zaqueu, de cuja hospitalidade Jesus gozou e cuja conversa se encontra registada nos vers. 1-10. Foi perto da Jericó do NT que Jesus curou o cego Bartimeu e o seu companheiro (Mt 20:29-34; Mc 10:46-52; Lc 18:35-43). A actual cidade de Jericó, chamada Erîkha, foi fundada no tempo das cruzadas e situa-se a este da Jericó do NT e a sudeste da Jericó do VT.
Por causa da sua grande importância bíblica e histórica, Jericó tem recebido a atenção de várias expedições arqueológicas. A cidade do VT tem sido identificada com Tell es-Sultân, na extremidade norte da actual Jericó. Em 1868, Charles Warren realizou algumas explorações preliminares que não aumentaram materialmente o nosso conhecimento sobre a história antiga da cidade. Entre 1907 e 1909, Ernest Sellin e Carl Watzinger escavaram partes do monte mas viram as suas ruínas confundidas e perturbadas por construções posteriores e pela erosão. Uma vez que a arqueologia palestiniana ainda se encontrava no seu início, as conclusões destes eruditos foram insatisfatórias e mais tarde tiveram que ser revistas, quando algumas explorações levadas a cabo noutros locais mostraram que as suas interpretações de determinadas provas não poderiam ser mantidas. John Garstang que realizou algumas escavações em Jericó durante seis épocas, entre 1930 e 1936, descobriu um cemitério do final da Idade do Bronze, o local onde eram sepultados os habitantes de Jericó até 1350 AC, tal como indicam as inscrições de determinados selos egípcios. O que restou das fortificações da cidade era tão confuso, que algumas muralhas foram mal identificadas, tal como mostram escavações posteriores.
A interpretação que Garstang faz da história arqueológica da cidade está agora desactualizada e não necessita de ser repetida aqui. Entre 1952 e 1957, Kathleen M. Kenyon realizou escavações em Jericó, usando os últimos métodos científicos. Descobriu outro cemitério, túmulos de meados da Idade do Bronze, incluindo equipamento funerário, tais como mesas de madeira, bancos e pratos, víveres em vasilhas, roupas, cestos, etc., tudo espantosamente preservado, devido à infiltração de gases letais que mataram os germes, evitando, assim, a desintegração daquele material antigo que, de outro modo, nunca se preservaria na Palestina. As escavações realizadas no próprio local puseram a descoberto níveis de ocupação de tempos primordiais. Mostraram que Jericó já era uma cidade muito antes de existir qualquer tipo de cerâmica. Na realidade, parece que as muralhas da cidade e as suas torres são as mais antigas alguma vez descobertas no Próximo Oriente. A cidade foi destruída várias vezes, tendo sido posto a descoberto o que restou de sete muralhas sucessivas do início da Idade do Bronze (3º milénio AC). A última destas muralhas foi destruída por um tremor de terra. Nessa altura, a “cidade” tinha cerca de 230 metros de extensão e não mais de 76 metros de largura. Em meados da Idade do Bronze, o período Hiksos, foi alargada para uma extensão de cerca de 260 metros e uma largura de cerca de 130 metros, sendo rodeada por uma grande muralha de pedra com uma ribanceira levemente escarpada. Esta cidade foi destruída por um dos reis egípcios da 18ª dinastia no século XV AC. Nada foi encontrado das muralhas do final da Idade do Bronze. Estas muralhas terão sido as que foram destruídas no tempo de Josué. Infelizmente, as forças do homem e da natureza parecem ter desnudado os níveis superiores do monte numa tal extensão, que praticamente nada restou deles. As escavações de Kenyon puseram a descoberto somente uma pequena parte da cidade, uma porção superficial que datava da Jericó de Josué. No sopé da encosta, algumas das últimas estruturas construídas em Jericó (na Idade do Ferro, por volta de 1200 AC) foram postas a descoberto.
Embora os resultados das escavações tenham tido bastante interesse para os arqueólogos e tenham lançado alguma luz sobre a história e sobre os primórdios desta importante cidade, pouco contribuíram com algo de interessante para o estudante da Bíblia. Contudo, os cemitérios de Jericó mostraram que, como locais de sepultamento, deixaram de ser usados no século XIV, o que poderá ser considerado como prova de que a cidade não poderia ter sido destruída muito depois desse período.
Uma porção da Jericó do NT, nomeadamente Tulûl Abu el-‘Alâyiq, foi escavada entre 1951 e 1952 pela Escola Americana de Investigação Oriental de Jerusalém, sob a direcção de J. L. Kelso e J. B. Pritchard e novamente por E. Netzer da Universidade Hebraica de Jerusalém, entre 1972 e 1974. As escavações puseram a descoberto partes do magnífico palácio de inverno de Herodes, que tinha uma fachada de 100 metros de extensão e uma piscina, provavelmente a mesma em que Herodes mandou que afogassem o seu cunhado Aristóbulo III, o sumo sacerdote.

OSSÁRIO DO SUMO SACERDOTE CAIFÁS

Caifás em grego: Καϊάφας; em hebraico: יוסף בַּר קַיָּפָא; transl.Yosef Bar KayafaAFIjoˑsef bar qayːɔfɔʔ; "José, filho de Caifás", no Novo Testamento, foi, entre 1837 d.C., o Sumo Sacerdote judaico, apontado pelos romanos para o cargo. AMixná (Parah 3:5) se refere a ele como Ha-Koph ("O Macaco"), trocadilho com seu nome, por ter se oposto ao Mishnat Ha-Hasidim. De acordo com alguns trechos do Novo Testamento, Caifás participou do julgamento de Jesus no Sinédrio, supremotribunal dos judeus, após a prisão deste no Jardim de Getsêmani.

Ossuário de Caifás o Sumo Sacerdote
Ossário de Caifás o Sumo Sacerdote
A.D. 18-37. Aparentemente, obteve esta posição através do casamento com a filha de Anás, chefe de um poderoso clã de sumo-sacerdotes ( João 18:13 ). Caifás é considerado vil por ter sido o líder na conspiração que culminou na crucifixão de Jesus. Numa reunião de líderes religiosos, Caifás declarou que "vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça a nação toda" ( João 11:50 ). Ele se referia à possível intervenção de autoridades romanas caso os ensinamentos de Jesus gerassem uma insurreição. Suas palavras foram proféticas no sentido em que Jesus morreu pelas pessoas, por todas elas do mundo, como sacrifício de expiação dos pecados.
Após ter sido preso, Jesus foi levado à casa de Caifás e ali detido pela noite. Os guardas zombavam dele e feriam-no ( Lucas 22:63-65 ). Na manhã seguinte Ele foi interrogado e novamente agredido. Caifás perguntou-lhe: "És tu o Cristo (Messias), o Filho do Deus bendito?" “Eu sou”, Jesus respondeu ( Marcos 14:61-62 ). Caifás então entregou Jesus a Pilatos para ser julgado.
Após a crucificação de Jesus, Caifás continuou a perseguir a igreja primitiva, levando os apóstolos a líderes religiosos e dizendo-lhes: "Não vos admoestamos expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem (Jesus)." Pedro e os outros apóstolos responderam: "Importa antes obedecer a Deus que aos homens" ( Atos 5:28-29 ).
A tumba da família de Caifás foi acidentalmente descoberta por operários que construíam uma estrada em um parque ao sul da Antiga Jerusalém. Os arqueologistas foram então ao local em regime de urgência e encontraram 12 ossuários (caixas para ossos feitas de calcáreo) ao examinar o local contendo os restos mortais de 63 indivíduos. O ossuário mais ornamentado tinha a inscrição de nome "José filho de (ou da família de) Caifás." Este era o nome completo do sumo sacerdote que prendeu Jesus, documentado como Josephus (Antiguidades 18: 2, 2; 4, 3). No seu interior existiam os restos de um homem de 60 anos, que quase certamente pertenciam ao mesmo Caifás do Novo Testamento. Este memorável achado provê, pela primeira vez, os restos físicos de um i

ROMA TERRA DE CÉSARES E DE MÁRTIRES

Martírio de São Máximo, sob o império de Décio (249-251)
Máximo era um cristão da Ásia Menor, que nos é conhecido pelo documento do seu martírio. Ele denunciara-se voluntariamente como cristão, com uma atitude que a Igreja não aprovava totalmente, mas foi corajoso e superou a prova.
"O imperador Décio, querendo expulsar e abater a lei dos cristãos, emanou alguns editos para o orbe todo, nos quais intimava que todos os cristãos abandonassem o Deus vivo e verdadeiro e sacrificassem aos demônios; quem não quisesse obedecer, devia submeter-se aos suplícios.
Naquele tempo, Máximo, homem santo e fiel ao Senhor, declarou-se espontaneamente cristão: ele era um plebeu e exercia o comércio. Preso, foi levado diante do procônsul Ótimo, na Ásia.
O procônsul perguntou-lhe: "Como te chamas?".
Ele respondeu: "Chamo-me Máximo".
Perguntou o procônsul: "Qual é a tua condição?"
Máximo respondeu: "Nascido livre, mas servo de Cristo".
Perguntou ainda o procônsul: "Quais as atividades que exerces?"
Respondeu Máximo: "Sou plebeu e vivo do meu comércio".
Disse o procônsul: "És cristão?"
Respondeu Máximo: " Embora pecador, sou cristão".
Disse o procônsul: "Não conheces os decretos dos invencíveis soberanos que foram promulgados recentemente?"
Respondeu Máximo: "Quais decretos?"
Explicou o procônsul: "Os que ordenam que todos os cristãos, abandonando sua vã superstição, reconheçam o verdadeiro soberano ao qual tudo é submetido, e adorem os seus deuses".
Respondeu Máximo: "Cheguei ao conhecimento do iníquo edito emanado pelo soberano deste mundo e, justamente por isso, declarei-me publicamente cristão". O procônsul intimou: "Sacrifica, então, aos deuses!"
Máximo replicou: "Eu não sacrifico a não ser ao único Deus, e glorio-me de ter sacrificado a ele desde a infância".
O procônsul insistiu: "Sacrifica, para que sejas salvo. Se te recusares, eu te farei morrer em meio a torturas de todos os gêneros".
Máximo respondeu: "É justamente o que sempre desejei: é por isso, de fato, que me declarei cristão, para obter finalmente a vida eterna, logo que for libertado desta mísera existência temporal".
O procônsul, então, fê-lo bater com varas e, enquanto era vergastado, dizia-lhe: "Sacrifica, Máximo, para libertar-te destes tormentos horrorosos".
Máximo respondeu: "Não são tormentos, mas unções que me são infligidas por amor de nosso senhor Jesus Cristo. Se afastar-me dos preceitos do meu Senhor, nos quais fui instruído por meio do seu evangelho, então sim, estarão esperando-me os verdadeiros e perpétuos tormentos da eternidade".
O procônsul fê-lo colocar, então, no cavalete e, enquanto era torturado, dizia-lhe insistentemente: "Arrepende-te da tua loucura, miserável, e sacrifica, para salvar a tua vida!"
Máximo respondeu: "Só se não sacrificar, salvarei a minha vida; mas se sacrificar, seguramente a perderei. Nem as varas, nem os ganchos, nem o fogo me produzirão dor, porque vive em mim a graça de Deus, que me salvará eternamente com as orações de todos os santos que, lutando neste gênero de combate, superaram a vossa loucura e nos deixaram nobres exemplos de valor".
Depois destas palavras, o procônsul pronunciou a sentença contra ele, dizendo: "A divina clemência ordenou que, para incutir terror nos demais cristãos, seja lapidado o homem que não quiser dar o próprio assentimento às sagradas leis, que lhe impõem sacrificar à grande deusa Diana".
O atleta de Cristo foi arrastado para fora, então, pelos ministros do diabo, enquanto dava graça a Deus Pai por Jesus Cristo seu Filho, que o tinha julgado digno de superar o demônio na luta.
Levado para fora das muralhas, esmagado pelas pedras, exalou o espírito.
O servo de Deus Máximo padeceu o martírio na província da Ásia dois dias antes dos idos de maio, durante o império de Décio e o governo do procônsul Ótimo, reinando nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual é dada glória nos séculos dos séculos. Amém".







UGARIT (RAS SHAMRA), SÍRIA







O povo de Ugarit foram os cananeus, os precursores dos Fenícios. Eles talvez tenham sido os primeiros a reconhecer que a linguagem humana é constituída por apenas um número finito de sons e tudo o que era realmente necessário era um símbolo para cada um. Eles criaram 30 símbolos do que os alfabetos de todas as línguas fonéticas são derivados (sim todos: hebraico, latim, sânscrito, aramaico, árabe, grego, etc.) Como resultado, a escrita abriu-se e pôde tornar-se acessível; qualquer criança (ou estrangeiro) pode agora facilmente aprender a ler e escrever. Isto pode parecer simples, mas demorou quase dois milénios para se chegar a esta conclusão ... os gregos começaram o seu alfabeto dos fenícios. Os nomes da maioria das letras do grego / alfabeto fenício estão claramente relacionados - Alfa / Aleph (boi), beta / Bet (casa), Gama / Gimel (camelo), Delta / Dalet (porta), etc. De forma notável, o alfabeto ugarítico só tinha consoantes - o pré-homéricos gregos adicionaram as vogais. Ugarit foi um reino independente desde o século 18 aC. A sua história militar e económica tem sido revelada nos arquivos do palácio do rei. Os cananeus atingiram a idade de ouro por volta de 1450-1200 aC, mas construiram grandes palácios reais, templos e santuários, uma biblioteca, tinham os seus sacerdotes e outras bibliotecas na Acrópole. Construíram navios bem equipados e fortes de madeira de cedro, o cedro das montanhas do Líbano, eles tornaram-se a maior potência naval da época e conheciam muitos dos princípios chave da navegação. Trocaram têxteis, marfim, armas e prata com as cidades do Mediterrâneo, Mesopotâmia, Mar Egeu, Egipto e Ásia Menor. Por volta de 1200 aC, provavelmente Ugarit foi vítima da invasão dos filisteus, tribos do norte às vezes chamado de povos do mar. Mas outras possibilidades, como um grande terramoto, fome ou um enorme incêndio não serão de descartar. A sua população, pode quantificar-se, muito provavelmente em 10.000.
Assim torna-se claro perceber porque esta era a terra que Deus prometeu ao seu povo. Se é verdade que Moisés já era um homem formado no Egipto, necessitava de aprender e escrever numa língua que seria a mãe de todas as línguas europeias.






LAQUIS; SONS E IMAGENS DA TERRA SANTA



Heb. Lakîsh, de significado incerto.
A palavra aparece no antigo ostracon hebraico de Laquis (chamado Cartas de Laquis) como Lksh; nas Cartas de Amarna, surge como Lakisha e Lakisi e em inscrições assírias como Lakisu. Uma antiga cidade fortificada cananeia. A cidade é mencionada pela primeira vez em textos cuneiformes de Ebla, no período pré-patriarcal. Passou a ser controlada pelos egípcios provavelmente no tempo de Thutmose III mas revoltou-se durante o período Amarna, tal como mostram as Cartas de Amarna. Quando os israelitas invadiram o país, o rei de Laquis aderiu a uma coligação sob a liderança do rei de Jerusalém e todos combateram contra as forças de Josué. Na batalha que se seguiu, o rei de Laquis foi morto e a sua cidade capturada (Js 10:3-35; Js 12:11), não tendo sido destruída, nem ocupada nessa altura. Mais tarde, passou a pertencer a Judá e o rei Roboão fortaleceu as suas fortificações (2Cr 11:9). O rei Amazias procurou refúgio em Laquis, ao fugir dos seus conspiradores mas foi morto nesta cidade (2Rs 14:19; 2Cr 25:27). Laquis foi cercada por Senaqueribe, da Assíria, durante o reinado de Ezequias e o cerco, o ataque e a sua captura estão realisticamente descritos em relevos feitos em pedras descobertas no palácio de Senaqueribe em Nínive e que agora se encontram no Museu Britânico. Foi de Laquis que Senaqueribe enviou um destacamento a Jerusalém, exigindo que a capital se rendesse. Embora Ezequias tivesse pago um pesado tributo ao rei da Assíria, nunca lhe entregou Jerusalém (2Rs 18:14-17; 2Rs 19:8; 2Cr 32:9; Is 36:2; Is 37:8). Quando o profeta Miqueias declarou que Laquis “foi o princípio do pecado” para Sião e que nela “se acharam as transgressões de Israel” (Mq 1:13), poderá estar a referir-se ao culto pagão levado a cabo no santuário hebreu escavado por Aharoni em 1966 e 1968 e onde foram encontrados um altar com cornos, muitos vasos de culto, uma coluna de pedra (massebah) e um monte de cinzas, os restos carbonizados de um tronco de árvore, que parecem ter vindo de um Asherah queimado. Nos últimos anos da história de Judá, Nabucodonosor cercou Laquis, que se manteve de pé depois de a maior parte do país ter sido devastado pelos exércitos dos caldeus (Jr 34:7).As escavações mostram que a cidade foi destruída por Nabucodonosor em 587 ou 586 AC. Laquis foi novamente repovoada pelos judeus após o exílio (Ne 11:30), embora não tenha recuperado a importância que antes tivera.
A cidade foi primeiramente identificada com Tell el-Hezi, 24 km a este-nordeste de Gaza, o local onde os actuais métodos científicos de escavação foram inicialmente utilizados em 1890, quando Flinders Petrie desenvolveu, no decurso das suas escavações, a ciência da cronologia da cerâmica palestiniana, i.e., uma ciência através da qual a idade relativa das ruínas poderá ser determinada através do estilo de cerâmica nelas encontrada. Mais tarde reconheceu-se que Tell el-Hezi não poderia ser Laquis e Albright identificou Laquis com Tell ed-Duweir, 12 km a nordeste do antigo local. Em 1935, provou-se ser correcta esta identificação, quando se descobriram nas ruínas da cidade uns documentos escritos e que foram apelidados de Cartas de Laquis. Estes documentos mencionam Laquis aparentemente como sendo o local para o qual as cartas foram dirigidas.
As escavações de Tell ed-Duweir foram levadas a cabo entre 1933 e 1938 pela Expedição de Investigação Arqueológica Wellcome-Manston, do Próximo Oriente, sob a direcção de J. L. Starkey, que morreu precocemente, assassinado em Janeiro de 1938. Depois que a época das escavações terminou, sob a direcção de O. Tufnel, as obras estiveram paradas durante cerca de trinta anos. As escavações mostraram que o local fora habitado já no início da Idade do Bronze, muito antes do tempo de Abraão. Durante os meados da Idade do Bronze (início do 2º milénio AC), foi erigida uma muralha dupla, à qual se acrescentou um fosso construído por um povo que os arqueólogos identificaram com os Hiksos. Após a expulsão dos Hiksos, a cidade passou a ser dominada pelos egípcios. É desta altura um templo cujas ruínas ainda continham muitos objectos de culto. Durante o período israelita, representado pelos níveis IV-III, a cidade foi cercada por uma nova muralha dupla construída por Roboão. A cidade do nível III foi destruída por Senaqueribe da Assíria. É desta altura um túmulo que continha os restos mortais de 1500 pessoas numa amálgama de ossos. Foi sugerido que este depósito representava um espaço aberto na cidade, após a captura levada a cabo por Senaqueribe e esta explicação parece plausível. Após a destruição da cidade, esta foi reconstruída (nível II) e novamente destruída, desta vez por Nabucodonosor. O nível I, que data do período persa pós-exílio, pôs a descoberto a mansão de um alto oficial e aparentemente um edifício de culto dedicado à adoração de Ahura-Mazda, indicações de que, na cidade, poderá ter estado estacionada uma guarnição persa.
Entre os objectos descobertos durante as escavações encontram-se algumas inscrições muito valiosas. Estas inscrições podem ser classificadas em duas categorias: 1) objectos inscritos pertencentes ao início do período da história da escrita alfabética e 2) objectos inscritos pertencentes ao período clássico dos antigos hebreus. A primeira é representada por uma adaga, uma tigela e um jarro para água inscritos em ortografia proto-semítica (ou sinaitica). Este tipo de ortografia, na sua forma semi-pictorial ou hieroglífica, foi o percursos da escrita semítica (conhecida através da Pedra Moabita) e de outras inscrições pré-exílio. Estes objectos foram datados, através do seu contexto arqueológico, como pertencendo ao período que se situa entre os séculos XVI e XIII AC, dando-nos, assim, uma ideia de como apareceu a escrita alfabética no tempo de Moisés e no período dos juízes. A segunda classe de objectos inscritos é representada pelas Cartas de Laquis.
Entre outro material inscripcional de Laquis encontrava-se a impressão do selo de Gedalias, que Nabucodonosor colocou como maioral sobre os que tinham ficado em Jerusalém, sendo, portanto, governador de Judá após a destruição desta cidade (2Rs 25:22-25). Outra descoberta interessante foi a inscrição, feita numa das pedra das escadas da mansão persa, das cinco primeiras letras do alfabeto hebraico. Isto indica que a sequência das letras do alfabeto hebraico era a mesma tanto no século V AC, como o é agora. Esta conclusão foi confirmada por descobertas posteriores, em Ras Shamra, do alfabeto ugarítico completo utilizado no século XIV AC. Foi também confirmada por um ostracon encontrado em ’Izbet Sartah, provavelmente a localização da antiga Ebenezer, onde fora escrito, por volta de 1200 AC, o alfabeto hebraico desde ’Aleph até Tau.
Em 1966, foram retomadas as escavações em Laquis. Foram levadas a cabo por Aharoni, da Universidade de Tel Aviv que, em duas épocas - 1966 e 1968 -, escavou o templo israelita já mencionado. Entre os muitos objectos encontrados na estrutura pertencente ao século VII AC descobriu-se um ostracon de dez linhas e um conjunto de cântaros contendo dezassete bullae, pequenos pedaços de barro onde se viam algumas impressões de selos. Representavam uma colecção antiga de bullae tirados de papiros, aos quais estavam ligados em forma de selos legais. Os nomes mencionados são nomes tipicamente judeus e estão ligados ao final do reino de Judá, tais como Jeremias, Eliasibe, Jorão, Joel e Naum.
Em 1973, David Ussishkin, da Universidade de Tel Aviv, deu início a um programa de escavações anuais que clarificaram vários pontos controversos e que a morte prematura de Starkey deixara por resolver. Por exemplo, é agora certo que a destruição da cidade do nível II foi levada a cabo pelas forças de Senaqueribe.

A CIDADE SUBTERRÂNEA DE DERINKUYU

A cidade foi utilizada como refúgio por milhares de pessoas que viviam no subsolo para se proteger das frequentes invasões que sofreu a Capadocia, nas diversas épocas da sua ocupação, e também pelos primeiros cristãos.
Os inimigos, conscientes do perigo que corriam ao introduzir-se no interior da cidade, geralmente tentavam que a população viesse à superfície envenenando os poços.

O interior é assombroso: as galerias subterrâneas de Derinkuyu (onde há espaço para, pelo menos, 10.000 pessoas) podiam refugiar-se em três pontos estratégicos deslocando portas circulares de pedra. Estas pesadas rochas que encerravam as entradas impediam a invasão dos inimigos. Tinham de 1 a 1,5 metros de altura, uns 50 centímetros de espessura e um peso de até 500 Kilos.
Derinkuyu tem ainda um túnel de quase 8 kilómetros que conduz a outra cidade subterrânea : Kaymakl.


De cidades subterrâneas desta zona já falava o historiador grego Jenofonte. Na sua obra Anábasis explicava que as pessoas que vivian na Anatolia haviam escavado suas casas no sub-solo e viviam em alojamentos suficientemente grandes para albergar uma família, seus animais domésticos e armazém de alimentos.

A cidade beneficiava da existência de um rio subterrâneo; tinha poços de água e um magnífico sistema de ventilação.(Encontraram 52 poços de ventilação que assombraram os engenheiros da actualidade).














Abu Simbel (em árabe: أبو سنبل ou أبو سمبل) é um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos escavados na rocha, no banco ocidental do rio Nilo perto da fronteira com o Sudão, a cerca de 300 quilómetros da cidade de Assuão. No entanto, este não é o seu local de construção original; devido à construção da barragem de Assuão, e do consequente aumento do caudal do rio Nilo, o complexo foi transladado do seu local original durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, a fim de ser salvo de ficar submerso.
Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II em homenagem a si próprio e à sua esposa preferida Nefertari. O Grande templo de Abu Simbel é um dos mais bem conservados de todo o Egipto.






PALAVRAS QUE MUDAM O MUNDO

A Dra Pnina Shor, chefe da Secção de Conservação de Artefactos do Departamento de Antiuidades de Israel. Em extensa entrevista no contexto da Exposição em Toronto, Canadá, declarou "estes objectos entre os quais os manuscritos que são palavras da Bíblia, e como tal, são palavras pronunciadas para o mundo inteiro."




Este fragmento contém a inscrição, em grego, que vedava a entrada dos não judeus além do pátio dos gentios, no Templo de Herodes (séc. I a.C.)
ndivíduo descrito na Bíblia.

CÓDIGO DE HAMURÁBI

Khammu-rabi, rei da Babilônia no 18º século A.C., estendeu grandemente o seu império e governou uma confederação de cidades-estado.. Erigiu, no final do seu reinado, uma enorme "estela" em diorito, na qual ele é retratado recebendo a insígnia do reinado e da justiça do rei Marduk. Abaixo mandou escreverem 21 colunas, 282 cláusulas que ficaram conhecidas como Código de Hamurábi (embora abrangesse também antigas leis).
Muitas das provisões do código referem-se às três classes sociais: a do "awelum" (filho do homem" , ou seja, a classe mais alta, dos homens livres, que era merecedora de maiores compensações por injúrias - retaliações - mas que por outro lado arcava com as multas mais pesadas por ofensas); no estágio imediatamente inferior, a classe do "mushkenum", cidadão livre mas de menor ststus e obrigações mais leves; por último, a classe do "wardum", escravo marcado que no entanto, podia ter propriedade. O código referia-se também ao comércio (no qual o caixeiro viajante ocupava lugar importante), à família (inclusive o divórcio, o pátrio poder, a adoção, o adultério, o incesto), ao trabalho (precursor do salário mínimo, das categorias profissionais, das leis trabalhistas), à propriedade.
Quanto às leis criminais, vigorava a "lex talionis" : a pena de morte era largamente aplicada, seja na fogueira, na forca, seja por afogamento ou empalação. A mutilação era infligida de acordo com a natureza da ofensa.
A noção de "uma vida por uma vida" atingia aos filhos dos causadores de danos aos filhos dos ofendidos. As penalidades infligidas sob o Código de Hamurabi, ficavam entre os brutais excessos das punições corporais das leis mesopotâmica Assírias e das mais suaves, dos hititas. A codificação propunha-se a implantação da justiça na terra, a destruição do mal, a prevenção da opressão do fraco pelo forte, a propiciar o bem estar do povo e iluminar o mundo. Essa legislação estendeu-se pela Assíria, pela judéia e pela Grécia.
PRÓLOGO _ "Quando o alto Anu, Rei de Anunaki e Bel, Senhor da Terra d dos Céus, determinador dos destinos do mundo, entregou o governo de toda humanidade a Marduk... quando foi pronunciado o alto nome da Babilônia; quando ele a fez famosa no mundo e nela estabeleceu um duradouro reino cujos alicerces tinham a firmeza do céu e da terra - por esse tempo de Anu e Bel me chamaram, a mim, Hamurabi, o excelso príncipe, o adorador dos deuses, para implantar a justiça na terra, para destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo forte... para iluminar o mundo e propiciar o bem-estar do povo. Hamurabi, governador escolhido por Bel, sou eu, eu o que trouxe a abundância à terra; o que fez obra completa para Nippur e Durilu; o que deu vida à cidade de Uruk; o que supriu água com abundância aos seus habitantes;... o que tornou bela a cidade de Borsippa;... o que enceleirou grãos para a poderosa Urash;... o que ajudou o povo em tempo de necessidade; o que estabeleceu a segurança na Babilônia; o governador do povo, o servo cujos feitos são agradáveis a Anunit".
I - SORTILÉGIOS, JUÍZO DE DEUS, FALSO TESTEMUNHO, PREVARICAÇÃO DE JUÍZES
1º - Se alguém acusa um outro, lhe imputa um sortilégio, mas não pode dar a prova disso, aquele que acusou, deverá ser morto.
2º - Se alguém avança uma imputação de sortilégio contra um outro e não a pode provar e aquele contra o qual a imputação de sortilégio foi feita, vai ao rio, salta no rio, se o rio o traga, aquele que acusou deverá receber em posse à sua casa. Mas, se o rio o demonstra inocente e ele fica ileso, aquele que avançou a imputação deverá ser morto,
aquele que saltou no rio deverá receber em posse a casa do seu acusador.
3º - Se alguém em um processo se apresenta como testemunha de acusação e, não prova o que disse, se o processo importa perda de vida, ele deverá ser morto.
4º - Se alguém se apresenta como testemunha por grão e dinheiro, deverá suportar a pena cominada no processo.
5º - Se um juiz dirige um processo e profere uma decisão e redige por escrito a sentença, se mais tarde o seu processo se demonstra errado e aquele juiz, no processo que dirigiu, é convencido de ser causa do erro, ele deverá então pagar doze vezes a pena que era estabelecida naquele processo, e se deverá publicamente expulsá-lo de sua cadeira de juiz. Nem deverá ele voltar a funcionar de novo como juiz em um processo.
II - CRIMES DE FURTO E DE ROUBO, REIVINDICAÇÃO DE MÓVEIS
6º - Se alguém furta bens do Deus ou da Corte deverá ser morto; e mais quem recebeu dele a coisa furtada também deverá ser morto.
7º - Se alguém, sem testemunhas ou contrato, compra ou recebe em depósito ouro ou prata ou um escravo ou uma escrava, ou um boi ou uma ovelha, ou um asno, ou outra coisa de um filho alheio ou de um escravo, é considerado como um ladrão e morto.
8º - Se alguém rouba um boi ou uma ovelha ou um asno ou um porco ou um barco, se a coisa pertence ao Deus ou a Corte, ele deverá dar trinta vezes tanto; se pertence a um liberto, deverá dar dez vezes tanto; se o ladrão não tem nada para dar, deverá ser morto.
9º - Se alguém, a quem foi perdido um objeto, o acha com um outro, se aquele com o qual o objeto perdido é achado, diz: - "um vendedor mo vendeu diante de testemunhas, eu o paguei" - e o proprietário do objeto perdido diz: "eu trarei testemunhas que conhecem a minha coisa perdida" - o comprador deverá trazer o vendedor que lhe transferiu o objeto com as testemunhas perante às quais o comprou e o proprietário do objeto perdido deverá trazer testemunhas que
conhecem o objeto perdido. O juiz deverá examinar os seus depoimentos, as testemunhas perante as quais o preço foi pago e aquelas que conhecem o objeto perdido devem atestar diante de Deus reconhecê-lo. O vendedor é então um ladrão e morrerá; o proprietário do objeto perdido o recobrará, o comprador recebe da casa do vendedor o dinheiro que pagou.
10º - Se o comprador não apresenta o vendedor e as testemunhas perante as quais ele comprou, mas, o proprietário do objeto perdido apresenta um testemunho que reconhece o objeto, então o comprador é o ladrão e morrerá. O proprietário retoma o objeto perdido.
11º - Se o proprietário do objeto perdido não apresenta um testemunho que o reconheça, ele é um malvado e caluniou; ele morrerá.
12º - Se o vendedor é morto, o comprador deverá receber da casa do vendedor o quíntuplo.
13º - Se as testemunhas do vendedor não estão presentes, o juiz deverá fixar-lhes um termo de seis meses; se, em seis meses, as suas testemunhas não comparecerem, ele é um malvado e suporta a pena desse processo.
14º - Se alguém rouba o filho impúbere de outro, ele é morto.
15º - Se alguém furta pela porta da cidade um escravo ou uma escrava da Corte ou um escravo ou escrava de um liberto, deverá ser morto.
16º - Se alguém acolhe na sua casa, um escravo ou escrava fugidos da Corte ou de um liberto e depois da proclamação pública do mordomo, não o apresenta, o dono da casa deverá ser morto.
17º - Se alguém apreende em campo aberto um escravo ou uma escrava fugidos e os reconduz ao dono, o dono do escravo deverá dar-lhe dois siclos.
18º - Se esse escravo não nomeia seu senhor, deverá ser levado a palácio; feitas todas as indagações, deverá ser reconduzido ao seu senhor.
19º - Se ele retém esse escravo em sua casa e em seguida se descobre o escravo com ele, deverá ser morto.
20º - Se o escravo foge àquele que o apreendeu, este deve jurar em nome de Deus ao dono do escravo e ir livre.
21º - Se alguém faz um buraco em uma casa, deverá diante daquele buraco ser morto e sepultado.
22º - Se alguém comete roubo e é preso, ele é morto.
23º - Se p salteador não é preso, o roubado deverá diante de Deus reclamar tudo que lhe foi roubado; então a aldeia e o governador, em cuja terra e circunscrição o roubo teve lugar, devem indenizar-lhe os bens roubados por quanto foi perdido.
24º - Se eram pessoas, a aldeia e o governador deverão pagar uma mina aos parentes.
25º - Se na casa de alguém aparecer um incêndio e aquele que vem apagar, lança os olhos sobre a propriedade do dono da casa, e toma a propriedade do dono da casa, ele deverá ser lançado no mesmo fogo.
III - DIREITOS E DEVERES DOS OFICIAIS, DOS GREGÁRIOS E DOS VASSALOS EM GERAL, ORGANIZAÇÃO DO BENEFÍCIO
26º - Se um oficial ou um gregário que foi chamado às armas para ir no serviço do rei, não vai e assolda um mercenário e o seu substituto parte, o oficial ou o gregário deverá ser morto, aquele que o tiver substituído deverá tomar posse da sua casa.
27º - Se um oficial ou um gregário foi feito prisioneiro na derrota do rei, e em seguida o seu campo e o seu horto foram dados a um outro e este deles se apossa, se volta a alcançar a sua aldeia, se lhe deverá restituir o campo e o horto e ele deverá retomá-los.
28º - Se um oficial ou um gregário foi feito prisioneiro na derrota do rei, se depois o seu filho pode ser investido disso, se lhe deverá dar o campo e horto e ele deverá assumir o benefício de seu pai.
29º - Se o filho é ainda criança e não pode ser dele investido, um terço do campo e do horto deverá ser dado à progenitora e esta deverá sustentá-lo.
30º - Se um oficial um ou gregário descura e abandona seu campo, o horto e a casa em vez de gozá-los, e um outro toma posse do seu campo, do horto e da casa; se ele volta e pretende seu campo, horto e casa, não lhe deverão ser dados, aquele que deles tomou posse e os gozou, deverá continuar a gozá-los.
31º - Se ele abandona por um ano e volta, o campo, o horto e a casa lhe deverão ser restituídos e ele deverá assumi-los de novo.
32º - Se um negociante resgata um oficial, ou um soldado que foi feito prisioneiro no serviço do rei, e o conduz à sua aldeia, se na sua casa há com que resgatá-lo, ele deverá resgatar-se; se na sua casa não há com que resgatá-lo, ele deverá ser libertado pelo templo de sua aldeia; se no templo de sua aldeia não há com que resgatá-lo, deverá resgatá-lo a Corte. O seu campo, horto e casa não deverão ser dados pelo seu resgate.
33º - Se um oficial superior foge ao serviço e coloca um mercenário em seu lugar no serviço do rei e ele parte, aquele oficial deverá ser morto.
34º - Se um oficial superior furta a propriedade de um oficial inferior, prejudica o oficial, dá o oficial a trabalhar por soldada, entrega o oficial em um processo a um poderoso, furta o presente que o rei deu ao oficial, aquele deverá ser morto.
35º - Se alguém compra ao oficial bois ou ovelhas, que o rei deu a este, perde o seu dinheiro.
36º - O campo, o horto e a casa de um oficial, gregário ou vassalo não podem ser vendidos.
37º - Se alguém compra o campo, o horto e a casa de um oficial, de um gregário, de um vassalo, a sua tábua do contrato de venda é quebrada e ele perde o seu dinheiro; o campo, o horto e a casa voltam ao dono.
38º - Um oficial, gregário, ou vassalo não podem obrigar por escrito nem dar em pagamento de obrigação à própria mulher ou à filha o campo, o horto e a casa do seu benefício.
39º - O campo, o horto e a casa, que eles compraram e possuem (como sua propriedade) podem ser obrigados por escrito e dadas em pagamento de obrigação à própria mulher e à filha.
40º - Eles podem vender a um negociante ou outro funcionário do Estado, seu campo, horto e casa. O comprador recebe em gozo e campo, o horto e a casa que comprou.
41º - Se alguém cercou de sebes o campo, o horto e a casa de um oficial, de um gregário ou de um vassalo e forneceu as estacas necessárias, se o oficial, o gregário ou o vassalo voltam ao campo, horto ou casa, deverão ter como sua propriedade as estacas que lhes foram dadas.
IV - LOCAÇÕES E REGIMEN GERAL DOS FUNDOS RÚSTICOS, MÚTUO, LOCAÇÃO DE CASAS, DAÇÃO EM PAGAMENTO
42º - Se alguém tomou um campo para cultivar e no campo não fez crescer trigo, ele deverá ser convencido que fez trabalhos no campo e deverá fornecer ao proprietário do campo quanto trigo exista no do vizinho.
43º - Se ele não cultiva o campo e o deixa em abandono, deverá dar ao proprietário do campo quanto trigo haja no campo vizinho e deverá cavar e destorroar o campo, que ele deixou ficar inculto e restituí-lo ao proprietário.
44º - Se alguém se obriga a por em cultura, dentro de três anos, um campo que jaz inculto, mas é preguiçoso e não cultiva o campo, deverá no quarto ano cavar, destorroar e cultivar o campo inculto e restituí-lo ao proprietário e por cada dez gan pagar dez gur de trigo.
45º - Se alguém dá seu campo a cultivar mediante uma renda e recebe a renda do seu campo, mas sobrevem uma tempestade e destrói a safra, o dano recai sobre o cultivador.
46º - Se ele não recebe a renda do seu campo, mas o dá pela terça ou quarta parte, o trigo que está no campo deverá ser dividido segundo as partes entre o cultivador e o proprietário.
47º - Se o cultivador, porque no primeiro ano não plantou a sua estância, deu a cultivar o campo, o proprietário não deverá culpá-lo; o seu campo foi cultivado e, pela colheita, ele receberá o trigo segundo o seu contrato.
48º - Se alguém tem um débito a juros, e uma tempestade devasta o seu campo ou destrói a colheita, ou por falta d'água não cresce o trigo no campo, ele não deverá nesse ano dar trigo ao credor, deverá modificar sua tábua de contrato e não pagar juros por esse ano.
49º - Se alguém toma dinheiro a um negociante e lhe concede um terreno cultivável de trigo ou de sésamo, incumbindo-o de cultivar o campo, colher o trigo ou o sésamo que aí crescerem e tomá-los para si, se em seguida o cultivador semeia no campo trigo ou sésamo, por ocasião da colheita o proprietário do campo deverá receber o trigo ou o sésamo que estão no campo e dar ao negociante trigo pelo dinheiro que do negociante recebeu, pelos juros e moradia do cultivador.
50º - Se ele dá um campo cultivável (de trigo) ou um campo cultivável de sésamo, o proprietário do campo deverá receber o trigo ou o sésamo que estão no campo e restituir ao negociante o dinheiro com os juros.
51º - Se não tem dinheiro para entregar, deverá dar ao negociante trigo ou sésamo pela importância do dinheiro, que recebeu do negociante e os juros conforme a taxa real.
52º - Se o cultivador não semeou no campo trigo ou sésamo, o seu contrato não fica invalidado.
53º - Se alguém é preguiçoso no ter em boa ordem o próprio dique e não o tem em conseqüência se produz uma fenda no mesmo dique e os campos da aldeia são inundados d'água, aquele, em cujo dique se produziu a fenda, deverá ressarcir o trigo que ele fez perder.
54º - Se ele não pode ressarcir o trigo, deverá ser vendido por dinheiro juntamente com os seus bens e os agricultores de quem o trigo foi destruído, dividirão entre si.
55º - Se alguém abre o seu reservatório d'água para irrigar, mas é negligente e a água inunda o campo de seu vizinho, ele deverá restituir o trigo conforme o produzido pelo vizinho.
56º - Se alguém deixa passar a água e a água inunda as culturas do vizinho, ele deverá pagar-lhe por cada dez gan dez gur de trigo.
57º - Se um pastor não pede licença ao proprietário do campo para fazer pastar a erva às ovelhas e sem o consentimento dele faz pastarem as ovelhas no campo, o proprietário deverá ceifar os seus campos e o pastor que sem licença do proprietário fez pastarem as ovelhas no campo, deverá pagar por junto ao proprietário vinte gur de trigo por cada dez gan.
58º - Se depois que as ovelhas tiverem deixado o campo da aldeia e ocupado o recinto geral à porta da cidade, um pastor deixa ainda as ovelhas no campo e as faz pastarem no campo, este pastor deverá conservar o campo em que faz pastar e por ocasião da colheita deverá responder ao proprietário do campo, por cada dez gan sessenta gur.
59º - Se alguém, sem ciência do proprietário do horto, corta lenha no horto alheio, deverá pagar uma meia mina.
60º - Se alguém entrega a um hortelão um campo para plantá-lo em horto e este o planta e o cultiva por quatro anos, no quinto, proprietário e hortelão deverão dividir entre si e o proprietário do horto tomará a sua parte.
61º - Se o hortelão não leva a termo a plantação do campo e deixa uma parte inculta, dever-se-á consignar esta no seu quinhão.
62º - Se ele não reduz a horto o campo que lhe foi confiado, se é campo de espigas, o hortelão deverá pagar ao proprietário o produto do campo pelos anos em que ele fica inculto na medida da herdade do vizinho, plantar o campo cultivável e restituí-lo ao proprietário.
63º - Se ele transforma uma terra inculta num campo cultivado e o restitui ao proprietário, ele deverá pagar em cada ano dez gur de trigo por cada dez gan.
64º - Se alguém dá o horto a lavrar a um hortelão pelo tempo que tem em aluguel o horto, deverá dar ao proprietário duas partes do produto do horto e conservar para si a terça parte.
65º - Se o hortelão não lavra o horto e o produto diminui, o hortelão deverá calcular o produto pela parte do fundo vizinho.
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LACUNAS DE CINCO COLUNAS; CALCULAM EM 35 PARÁGRAFOS
Pertencem à lacuna os seguintes parágrafos deduzidos da biblioteca de Assurbanipal:
1 - Se alguém toma dinheiro a um negociante e lhe dá um horto de tâmaras e lhe diz: - "as tâmaras que estão no meu horto tomei-as por dinheiro": e o negociante não aceita, então o proprietário deverá tomar as tâmaras que estão no horto, entregar ao negociante o dinheiro e juros, segundo o teor de sua obrigação; as tâmaras excedentes que estão no jardim deverá tomá-las o proprietário.
2 - Se um inquilino paga ao dono da casa a inteira soma do seu aluguel por um ano e o proprietário, antes de decorrido o termo do aluguel, ordena ao inquilino de mudar-se de sua casa antes de passado o prazo, deverá restituir uma quota proporcional à soma que o inquilino lhe deu.
3 - Se alguém deve trigo ou dinheiro e não tem trigo ou dinheiro com que pagar, mas, possui outros bens, deverá levar diante dos anciãos o que está à sua disposição e dá-lo ao negociante. Este deve aceitar sem exceção.
V - RELAÇÕES ENTRE COMERCIANTES E COMISSIONÁRIOS
100º - Com os juros do dinheiro na medida da soma recebida, deverá entregar uma obrigação por escrito e pagar o negociante no dia do vencimento.
101º - Se no lugar onde foi não fechou negócio o comissionário, deverá deixar intato o dinheiro que recebeu e restituí-lo ao negociante.
102º - Se um negociante emprestou dinheiro a um comissionário para suas empresas e ele, no lugar para onde se conduz, sofre um dano, deverá indenizar o capital ao negociante.
103º - Se, durante a viagem, o inimigo lhe leva alguma coisa do que ele conduz consigo, o comissionário deverá jurar em nome de Deus e ir livre.
104º - Se um negociante confia a um comissionário, para venda, trigo, lã, azeite, ou outras mercadorias, o comissionário deverá fazer uma escritura da importância e reembolsar o negociante. Ele deverá então receber a quitação do dinheiro que dá ao mercador.
105º - Se o comissionário é negligente e não retira a quitação da soma que ele deu ao negociante, não poderá receber a soma que não é quitada.
106º - Se o comissionário toma dinheiro ao negociante e tem questão com o seu negociante, este deverá perante Deus e os anciãos convencer o comissionário do dinheiro levado e este deverá dar três vezes o dinheiro que recebeu.
107º - Se o negociante engana o comissionário pois que este restituiu tudo que o negociante lhe dera, mas, o negociante contesta o que o comissionário lhe restituiu, o comissionário diante de Deus e dos anciãos deverá convencer o negociante e este, por ter negado ao comissionário o que recebeu, deverá dar seis vezes tanto.
VI - REGULAMENTO DAS TABERNAS (TABERNEIROS PREPOSTOS, POLÍCIA, PENAS E TARIFAS)
108º - Se uma taberneira não aceita trigo por preço das bebidas a peso, mas toma dinheiro e o preço da bebida é menor do que o do trigo, deverá ser convencida disto e lançada nágua.
109º - Se na casa de uma taberneira se reúnem conjurados e esses conjurados não são detidos e levados à Corte, a taberneira deverá ser morta.
110º - Se uma irmã de Deus, que não habita com as crianças (mulher consagrada que não se pode casar) abre uma taberna ou entra em uma taberna para beber, esta mulher deverá ser queimada.
111º - Se uma taberneira fornece sessenta já de bebida usakami deverá receber ao tempo da colheita cinqüenta ka de trigo.
VII - OBRIGAÇÕES (CONTRATOS DE TRANSPORTE, MÚTUO)
PROCESSO EXECUTIVO E SERVIDÃO POR DÍVIDAS
112º - Se alguém está em viagem e confia a um outro prata, ouro, pedras preciosas ou outros bens móveis e os faz transportar por ele e este não conduz ao lugar do destino tudo que deve transportar, mas se apropria deles, dever-se-á convencer esse homem que ele não entregou o que devia transportar e ele deverá dar ao proprietário da expedição cinco vezes o que recebeu.
113º - Se alguém tem para com um outro um crédito de grãos ou dinheiro e, sem ciência do proprietário, tira grãos do armazém ou do celeiro, ele deverá ser convencido em juízo de ter tirado sem ciência do proprietário grãos do armazém ou do celeiro e deverá restituir os grãos que tiver tirado e tudo que ele de qualquer modo deu, é perdido para ele.
114º - Se alguém não tem que exigir grãos e dinheiro de um outro e fez a execução, deverá pagar-lhe um terço de mina por cada execução.
115º - Se alguém tem para com outro um crédito de grãos ou dinheiro e faz a execução, e o detido na casa de detenção morre de morte natural, não há lugar a pena.
116º - Se o detido na casa de detenção morre de pancadas ou maus tratamentos, o protetor do prisioneiro deverá convencer o seu negociante perante o tribunal; se ele era um nascido livre, se deverá matar o filho do negociante, se era um escravo, deverá pagar o negociante um terço de mina e perder tudo que deu.
117º - Se alguém tem um débito vencido e vende por dinheiro a mulher, o filho e a filha, ou lhe concedem descontar com trabalho o débito, aqueles deverão trabalhar três anos na casa do comprador ou do senhor, no quarto ano este deverá libertá-los.
118º - Se ele concede um escravo ou escrava para trabalhar pelo débito e o negociante os concede por sua vez, os vende por dinheiro, não há lugar para oposição.
119º - Se alguém tem um débito vencido, e vende por dinheiro a sua escrava que lhe tem dado filhos, o senhor da escrava deverá restituir o dinheiro que o negociante pagou e resgatar a sua escrava.
VIII - CONTRATOS DE DEPÓSITO
120º - Se alguém deposita o seu trigo na casa de outro e no monte de trigo se produz um dano ou o proprietário da casa abre o celeiro e subtrai o trigo ou nega, enfim, que na sua casa tenha sido depositado o trigo, o dono do trigo deverá perante Deus reclamar o seu trigo e o proprietário da casa deverá restituir o trigo que tomou, sem diminuição, ao seu dono.
121º - Se alguém deposita o trigo na casa de outro, deverá dar-lhe, como aluguel do armazém, cinco ka de trigo por cada gur de trigo ao ano.
122º - Se alguém dá em depósito a outro prata, ouro ou outros objetos, deverá mostrar a uma testemunha tudo o que dá, fechar o seu contrato e em seguida consignar em depósito.
123º - Se alguém dá em depósito sem testemunhas ou contrato e no lugar em que se fez a consignação se nega, não há ação.
124º - Se alguém entrega a outro em depósito prata, ouro ou outros objetos perante testemunhas e aquele o nega, ele deverá ser convencido em juízo e restituir sem diminuição tudo o que negou.
125º - Se alguém dá em depósito os seus bens e aí por infração ou roubo os seus bens se perdem com os do proprietário da casa, o dono desta, que suporta o peso da negligência, deverá indenizar tudo que lhe foi consignado em depósito e que ele deixou perder. Mas, o dono da casa poderá procurar os seus bens perdidos e retomá-los do ladrão.
126º - Se alguém, que não perdeu seus bens, diz tê-los perdido e sustenta falsamente seu dano, se ele intenta ação pelos seus bens, ainda que não tenham sido perdidos e pelo dano sofrido perante Deus, deverá ser indenizado de tudo que pretende pelo seu dano.
IX - INJÚRIA E DIFAMAÇÃO
127º - Se alguém difama uma mulher consagrada ou a mulher de um homem livre e não pode provar se deverá arrastar esse homem perante o juiz e tosquiar-lhe a fronte.
X - MATRIMÔNIO E FAMÍLIA, DELITOS CONTRA A ORDEM DA FAMÍLIA. CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES NUPCIAIS
SUCESSÃO
128º - Se alguém toma uma mulher, mas não conclui um contrato com ela, esta mulher não é esposa.
129º - Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, se deverá amarrá-los e lança-los nágua, salvo se o marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo.
130º - Se alguém viola a mulher que ainda não conheceu homem e vive na casa paterna e tem contato com ela e é surpreendido, este homem deverá ser morto, a mulher irá livre.
131º - Se a mulher de um homem livre é acusada pelo próprio marido, mas não surpreendida em contato com outro, ela deverá jurar em nome de Deus e voltar à sua casa.
132º - Se contra a mulher de um homem livre é proferida difamação por causa de um outro homem, mas não é ela encontrada em contato com outro, ela deverá saltar no rio por seu marido.
133º - Se alguém é feito prisioneiro e na sua casa há com que sustentar-se, mas a mulher abandona sua casa e vai a outra casa; porque esta mulher não guardou sua casa e foi a outra, deverá ser judicialmente convencida e lançada nágua.
134º - Se alguém é feito prisioneiro de guerra e na sua casa não há com que sustenta-se e sua mulher vai a outra casa, essa mulher deverá ser absolvida.
135º - Se alguém é feito prisioneiro de guerra e na sua casa não há de que sustenta-se e sua mulher vai a outra casa e tem filhos, se mais tarde o marido volta e entra na pátria, esta mulher deverá voltar ao marido, mas os filhos deverão seguir o pai deles.
136º - Se alguém abandona a pátria e foge e depois a mulher vai a outra casa, se aquele regressa e quer retomar a mulher, porque ele se separou da pátria e fugiu, a mulher do fugitivo não deverá voltar ao marido.
137º - Se alguém se propõe a repudiar uma concubina que lhe deu filhos ou uma mulher que lhe deu filhos, ele deverá restituir àquela mulher o seu donativo e dar-lhe uma quota em usufruto no campo, horto e seus bens, para que ela crie os filhos. Se ela criou os seus filhos, lhe deverá ser dado, sobre todos os bens que seus filhos recebam, uma quota igual a de um dos filhos. Ela pode esposar o homem do seu coração.
138º - Se alguém repudia a mulher que não lhe deu filhos, deverá dar-lhe a importância do presente nupcial e restituir-lhe o donativo que ela trouxe consigo da casa de seu pai e assim mandá-la embora.
139º - Se não houve presente nupcial, ele deverá dar-lhe uma mina, como donativo de repúdio.
140º - Se ele é um liberto, deverá dar-lhe um terço de mina.
141º - Se a mulher de alguém, que habita na casa do marido, se propõe a abandoná-la e se conduz com leviandade, dissipa sua casa, descura do marido e é convencida em juízo, se o marido pronuncia o seu repúdio, ele a mandará embora, nem deverá dar-lhe nada como donativo de repúdio. Se o marido não quer repudiá-la e toma outra mulher, aquela deverá ficar como serva na casa de seu marido.
142º - Se uma mulher discute com o marido e declara: "tu não tens comércio comigo", deverão ser produzidas as provas do seu prejuízo, se ela é inocente e não há defeito de sua parte e o marido se ausenta e a descura muito, essa mulher não está em culpa, ela deverá tomar o seu donativo e voltar à casa de seu pai.
143º - Se ela não é inocente, se ausenta, dissipa sua casa, descura seu marido, dever-se-á lançar essa mulher nágua.
144º - Se alguém toma uma mulher e esta dá ao marido uma serva e tem filhos, mas o marido pensa em tomar uma concubina, não se lhe deverá conceder e ele não deverá tomar uma concubina.
145º - Se alguém toma uma mulher e essa não lhe dá filhos e ele pensa em tomar uma concubina, se ele toma uma concubina e a leva para sua casa, esta concubina não deverá ser igual à esposa.
146º - Se alguém toma uma esposa e essa esposa dá ao marido uma serva por mulher e essa lhe dá filhos, mas, depois, essa serva rivaliza com a sua senhora, porque ela produziu filhos, não deverá sua senhora vendê-la por dinheiro, ela deverá reduzi-la à escravidão e enumerá-la ente as servas.
147º - Se ela não produziu filhos, sua senhora poderá vendê-la por dinheiro.
148º - Se alguém toma uma mulher e esta é colhida pela moléstia, se ele então pensa em tomar uma segunda, não deverá repudiar a mulher que foi presa da moléstia, mas deverá conservá-la na casa que ele construiu e sustentá-la enquanto viver.
149º - Se esta mulher não quer continuar a habitar na casa de seu marido, ele deverá entregar-lhe o donativo que ela trouxe da casa paterna e deixá-la ir se embora.
150º - Se alguém dá à mulher campo, horto, casa e bens e lhe deixa um ato escrito, depois da morte do marido, seus filhos não deverão levantar contestação: a mãe pode legar o que lhe foi deixado a um de seus filhos que ela prefira, nem deverá dar coisa alguma aos irmãos.
151º - Se uma mulher que vive na casa de um homem, empenhou seu marido a não permitir a execução de um credor contra ela, e se fez lavrar um ato; se aquele homem antes de tomar mulher tinha um débito, o credor não se pode dirigir contra a mulher. Mas, se a mulher, antes de entrar na casa do marido, tinha um débito, o credor não pode fazer atos executivos contra o marido.
152º - Se depois que a mulher entra na casa do marido, ambos têm um débito, deverão ambos pagar ao negociante.
153º - Se a mulher de um homem livre tem feito matar seu marido por coisa de um outro, se deverá cravá-la em uma estaca.
154º - Se alguém conhece a própria filha, deverá ser expulso da terra.
155º - Se alguém promete uma menina a seu filho e seu filho tem comércio com ela, mas aquele depois tem contato com ela e é colhido, deverá ser amarrado e lançado na água.
156º - Se alguém promete uma menina a seu filho e seu filho não a conhece, se depois ele tem contato com ela, deverá pagar-lhe uma meia mina e indenizar-lhe tudo que ela trouxe da casa paterna. Ela poderá desposar o homem de seu coração.
157º - Se alguém, na ausência de seu pai, tem contato com sua progenitora, dever-se-á queimá-la ambos.
158º - Se alguém, na ausência de seu pai, é surpreendido com a sua mulher principal, a qual produziu filhos, deverá ser expulso da casa de seu pai.
159º - Se alguém, que mandou levar bens móveis à casa de seu sogro e deu o presente nupcial, volve o olhar para outra mulher e diz ao sogro: "eu não quero mais tomar tua filha", o pai da rapariga poderá reter tudo quanto ele mandou levar.
160º - Se alguém mandou levar bens móveis à casa de seu sogro e pagou o donativo nupcial, se depois o pai da rapariga diz: "eu não quero mais dar-te minha filha", ele deverá restituir sem diminuição tudo que lhe foi entregue.
161º - Se alguém mandou levar bens móveis à casa de seu sogro e pagou o donativo nupcial, se depois o seu amigo o calunia e o sogro diz ao jovem esposo: "tu não desposarás minha filha". ele deverá restituir sem diminuição tudo que lhe foi entregue e o amigo não deverá desposar a sua noiva.
162º - Se alguém toma uma mulher e ela lhe dá filhos, se depois essa mulher morre, seu pai não deverá intentar ação sobre seu donativo; este pertence aos filhos.
163º - Se alguém toma uma mulher e essa não lhe dá filhos, se depois essa mulher morre, e o sogro lhe restitui o presente nupcial que ele pagou à casa do sogro, o marido não deverá levantar ação sobre o donativo daquela mulher, este pertence à casa paterna.
164º - Se o sogro não lhe restitui o presente nupcial, ele deverá deduzir do donativo a importância do presente nupcial e restituir em seguida o donativo à casa paterna dela.
165º - Se alguém doa ao filho predileto campo, horto e casa e lavra sobre isso um ato, se mais tarde o pai morre e os irmãos dividem, eles deverão entregar-lhe a doação do pai e ele poderá tomá-la; fora disso se deverão dividir entre si os bens paternos.
166º - Se alguém procura mulher para os filhos que tem, mas não procura mulher ao filho impúbere e depois o pai morre, se os irmãos dividem, deverão destinar ao seu irmão impúbere, que ainda não teve mulher, além da sua quota o dinheiro para a doação nupcial e procurar-lhe uma mulher.
167º - Se alguém toma uma mulher e esta lhe dá filhos, se esta mulher morre e ele depois dela toma uma segunda mulher e esta dá filhos, se depois o pai morre, os filhos não deverão dividir segundo as mães; eles deverão tomar o donativo de suas mães mas dividir os bens paternos ente si.
168º - Se alguém quer renegar seu filho e declara ao juiz: "eu quero renegar meu filho", o juiz deverá examinar as suas razões e se o filho não tem uma culpa grave pela qual se justifique que lhe seja renegado o estado de filho, o pai não deverá renegá-lo.
169º - Se ele cometeu uma falta grave, pela qual se justifique que lhe seja renegada a qualidade de filho, ele deverá na primeira vez ser perdoado, e, se comete falta grave segunda vez, o pai poderá renegar-lhe o estado de filho.
170º - Se a alguém sua mulher ou sua serva deu filhos e o pai, enquanto vive diz aos filhos que a serva lhe deu: "filhos meus", e os conta entre os filhos de sua esposa; se depois o pai morre, os filhos da serva e da esposa deverão dividir conjuntamente a propriedade paterna. O filho da esposa tem a faculdade de fazer os quinhões e de escolher.
171º - Se, porém, o pai não disse em vida aos filhos que a serva lhe deu: "filhos meus", e o pai morre, então os filhos da serva não deverão dividir com os da esposa, mas se deverá conceder a liberdade à serva e aos filhos, os filhos da esposa não deverão fazer valer nenhuma ação de escravidão contra os da serva; a esposa poderá tomar o seu donativo e a doação que o marido lhe fez e lavrou por escrito em um ato e ficar na habitação de seu marido; enquanto ela vive, deverá gozá-la, mas deverá vendê-la por dinheiro. A sua herança pertence aos seus filhos.
172º - Se o marido não lhe fez uma doação, se deverá entregar-lhe o seu donativo e, da propriedade de seu marido, ela deverá receber uma quota como um filho. Se seus filhos a oprimem para expulsá-la da casa, o juiz deverá examinar a sua posição e se os filhos estão em culpa, a mulher não deverá deixar a casa de seu marido.
172º - Se a mulher quer deixá-la, ela deverá abandonar aos seus filhos a doação que o marido lhe fez, mas tomar o donativo de sua casa paterna. Ela pode desposar em seguida o homem de seu coração.
173º - Se esta mulher lá para onde se transporta, tem filhos do segundo marido e em seguida morre, o seu donativo deverá ser dividido entre os filhos anteriores e sucessivos.
174º - Se ela não pare de segundo marido, deverão receber o seu donativo os filhos do seu primeiro esposo.
175º - Se um escravo da Corte ou o escravo de um liberto desposa a mulher de um homem livre e gera filhos, o senhor do escravo não pode propor ação de escravidão contra os filhos da mulher livre.
176º - Mas, se um escravo da Corte ou o escravo de um liberto desposa a filha de um homem livre e depois de tê-la desposado, esta, com um donativo da casa paterna, se transporta para a casa dele, se ele tem posto sua casa, adquirido bens e em seguida aquele escravo morre, a mulher nascida livre poderá tomar o seu donativo e tudo que o marido e ela, desde a data do casamento, adquiriram deverá ser dividido em duas partes: uma metade deverá tomá-la o senhor do escravo, a outra metade a mulher livre para os seus filhos. Se a mulher livre não tinha um donativo, deverá dividir tudo que o marido e ela desde a data do casamento adquiriram em duas partes: metade deverá tomá-la e senhor do escravo, a outra a mulher livre para os seus filhos.
177º - Se uma viúva, cujos filhos são ainda crianças, quer entrar em uma outra casa, ela deverá entrar sem ciência do juiz. Se ela entra em uma outra casa, o juiz deverá verificar a herança da casa do seu precedente marido. Depois se deverá confiar a casa do seu precedente marido ao segundo marido e à mulher mesma, em administração, e fazer lavrar um ato sobre isto. Eles deverão ter a casa em ordem e criar os filhos e não vender os utensílios domésticos. O comprador que compra os utensílios domésticos dos filhos da viúva perde seu dinheiro e os bens voltam de novo ao seu proprietário.
178º - Se uma mulher consagrada ou uma meretriz, às quais seu pai fez um donativo e lavrou um ato sobre isso, mas no ato não ajuntou que elas poderiam legar o patrimônio a quem quisessem e não lhe
deixou livre disposição, se depois o pai morre, os seus irmãos deverão receber o seu campo e horto e na medida da sua quota dar-lhe o trigo, azeite e leite e de modo a contentá-las. Se seus irmãos não lhes dão trigo, azeite e leite na medida de sua quota e a seu contento, dever-se-á confiar o campo e horto a um feitor que lhes agrade e esse feitor deverá mantê-las. O campo, o horto e tudo que deriva de seu pai deverá ser conservado por elas em usufruto enquanto viverem, mas não deverão vender e ceder a nenhum outro. As suas quotas de filhas pertencem a seus irmãos.
179º - Se uma mulher consagrada ou uma meretriz, às quais seu pai fez um donativo e lavrou um ato e acrescentou que elas poderiam alienar a quem lhes aprouvesse o seu patrimônio e lhes deixou livre disposição; se depois o pai morre, então elas podem legar sua sucessão a quem lhe aprouver. Os seus irmãos não podem levantar nenhuma ação.
180º - Se um pai não faz um donativo a sua filha núbil ou meretriz e depois morre, ela deverá tomar dos bens paternos uma quota como filha e gozar dela enquanto viver. A sua herança pertence a seus irmãos.
181º - Se um pai consagra a Deus uma serva do templo ou uma virgem e não lhes faz donativo, morto o pai, aquelas receberão da herança paterna um terço de sua quota de filha e fruirão enquanto viverem. A herança pertence aos irmãos.
182º - Se um pai não faz um donativo e não lavra um ato para sua filha, mulher consagrada a Marduk de Babilônia, se depois o pai morre, ela deverá ter designada por seus irmãos sobre a herança de sua casa paterna um terço da sua quota de filha, mas não poderá ter a administração. A mulher de Marduk pode legar sua sucessão a quem quiser.
183º - Se alguém faz um donativo à sua filha nascida de uma concubina e a casa, e lavra um ato, se depois o pai morre, ela não deverá receber parte nenhuma da herança paterna.
184º - Se alguém não faz um donativo a sua filha nascida de uma concubina, e não lhe dá marido, se depois o pai morre, os seus irmãos
deverão, segundo a importância do patrimônio paterno, fazer um presente e dar-lhe marido.
XI - ADOÇÃO, OFENSAS AOS PAIS, SUBSTITUIÇÃO DE CRIANÇA
185º - Se alguém dá seu nome a uma criança e a cria como filho, este adotado não poderá mais ser reclamado.
186º - Se alguém adota como filho um menino e depois que o adotou ele se revolta contra seu pai adotivo e sua mãe, este adotado deverá voltar à sua casa paterna.
187º - O filho de um dissoluto a serviço da Corte ou de uma meretriz não pode ser reclamado.
188º - Se o membro de uma corporação operária, (operário) toma para criar um menino e lhe ensina o seu ofício, este não pode mais ser reclamado.
189º - Se ele não lhe ensinou o seu ofício, o adotado pode voltar à sua casa paterna.
190º - Se alguém não considera entre seus filhos aquele que tomou e criou como filho, o adotado pode voltar à sua casa paterna.
191º - Se alguém que tomou e criou um menino como seu filho, põe sua casa e tem filhos e quer renegar o adotado, o filho adotivo não deverá ir-se embora. O pai adotivo lhe deverá dar do próximo patrimônio um terço da sua quota de filho e então ele deverá afasta-se. Do campo, do horto e da casa não deverá dar-lhe nada.
192º - Se o filho de um dissoluto ou de uma meretriz diz a seu pai adotivo ou a sua mãe adotiva: "tu não és meu pai ou minha mãe", dever-se-á cortar-lhe a língua.
193º - Se o filho de um dissoluto ou de uma meretriz aspira voltar à casa paterna, se afasta do pai adotivo e da mãe adotiva e volta à sua casa paterna, se lhe deverão arrancar os olhos.
194º - Se alguém dá seu filho a ama de leite e o filho morre nas mãos dela, mas a ama sem ciência do pai e da mãe aleita um outro menino, se lhe deverá convencê-la de que ela sem ciência do pai e da mãe aleitou um outro menino e cortar-lhe o seio.
195º - Se um filho espanca seu pai se lhe deverão decepar as mãos.
XII - DELITOS E PENAS (LESÕES CORPORAIS, TALIÃO, INDENIZAÇÃO E COMPOSIÇÃO)
196º - Se alguém arranca o olho a um outro, se lhe deverá arrancar o olho.
197º - Se ele quebra o osso a um outro, se lhe deverá quebrar o osso.
198º - Se ele arranca o olho de um liberto, deverá pagar uma mina.
199º - Se ele arranca um olho de um escravo alheio, ou quebra um osso ao escravo alheio, deverá pagar a metade de seu preço.
200º - Se alguém parte os dentes de um outro, de igual condição, deverá ter partidos os seus dentes.
201º - Se ele partiu os dentes de um liberto deverá pagar um terço de mina.
202º - Se alguém espanca um outro mais elevado que ele, deverá ser espancado em público sessenta vezes, com o chicote de couro de boi.
203º - Se um nascido livre espanca um nascido livre de igual condição, deverá pagar uma mina.
204º - Se um liberto espanca um liberto, deverá pagar dez siclos.
205º - Se o escravo de um homem livre espanca um homem livre, se lhe deverá cortar a orelha.
206º - Se alguém bate um outro em rixa e lhe faz uma ferida, ele deverá jurar : "eu não o bati de propósito", e pagar o médico.
207º - Se ele morre por suas pancadas, aquele deverá igualmente jurar e, se era um nascido livre, deverá pagar uma meia mina.
208º - Se era um liberto, deverá pagar um terço de mina.
209º - Se alguém bate numa mulher livre e a faz abortar, deverá pagar dez siclos pelo feto.
210º - Se essa mulher morre, se deverá matar o filho dele.
211º - Se a filha de um liberto aborta por pancada de alguém, este deverá pagar cinco siclos.
212º - Se essa mulher morre, ele deverá pagar meia mina.
213º - Se ele espanca a serva de alguém e esta aborta, ele deverá pagar dois siclos.
214º - Se esta serva morre, ele deverá pagar um terço de mina.
XIII - MÉDICOS E VETERINÁRIOS; ARQUITETOS E BATELEIROS
(SALÁRIOS, HONORÁRIOS E RESPONSABILIDADE)
CHOQUE DE EMBARCAÇÕES
215º - Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o cura ou se ele abre a alguém uma incisão com a lanceta de bronze e o olho é salvo, deverá receber dez siclos.
216º - Se é um liberto, ele receberá cinco siclos.
217º - Se é o escravo de alguém, o seu proprietário deverá dar ao médico dois siclos.
218º - Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o mata ou lhe abre uma incisão com a lanceta de bronze e o olho fica perdido, se lhe deverão cortar as mãos.
219º - Se o médico trata o escravo de um liberto de uma ferida grave com a lanceta de bronze e o mata, deverá dar escravo por escravo.
220º - Se ele abriu a sua incisão com a lanceta de bronze o olho fica perdido, deverá pagar metade de seu preço.
221º - Se um médico restabelece o osso quebrado de alguém ou as partes moles doentes, o doente deverá dar ao médico cinco siclos.
222º - Se é um liberto, deverá dar três siclos.
223º - Se é um escravo, o dono deverá dar ao médico dois siclos.
224º - Se o médico dos bois e dos burros trata um boi ou um burro de uma grave ferida e o animal se restabelece, o proprietário deverá dar ao médico, em pagamento, um sexto de siclo.
225º - Se ele trata um boi ou burro de uma grave ferida e o mata, deverá dar um quarto de seu preço ao proprietário.
226º - Se o tosquiador, sem ciência do senhor de um escravo, lhe imprime a marca de escravo inalienável, dever-se-á cortar as mãos desse tosquiador.
227º - Se alguém engana um tosquiador e o faz imprimir a marca de um escravo inalienável, se deverá matá-lo e sepultá-lo em sua casa. O tosquiador deverá jurar : "eu não o assinalei de propósito", e irá livre.
228º - Se um arquiteto constrói uma casa para alguém e a leva a execução, deverá receber em paga dois siclos, por cada sar de superfície edificada.
229º - Se um arquiteto constrói para alguém e não o faz solidamente e a casa que ele construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto.
230º - Se fere de morte o filho do proprietário, deverá ser morto o filho do arquiteto.
231º - Se mata um escravo do proprietário ele deverá dar ao proprietário da casa escravo por escravo.
232º - Se destrói bens, deverá indenizar tudo que destruiu e porque não executou solidamente a casa por ele construída, assim que essa é abatida, ele deverá refazer à sua custa a casa abatida.
233º - Se um arquiteto constrói para alguém uma casa e não a leva ao fim, se as paredes são viciosas, o arquiteto deverá à sua custa consolidar as paredes.
234º - Se um bateleiro constrói para alguém um barco de sessenta gur, se lhe deverá dar em paga dois siclos.
235º - Se um bateleiro constrói para alguém um barco e não o faz solidamente, se no mesmo ano o barco é expedido e sofre avaria, o bateleiro deverá desfazer o barco e refazê-lo solidamente à sua custa; o barco sólido ele deverá dá-lo ao proprietário.
236º - Se alguém freta o seu barco a um bateleiro e este e negligente, mete a pique ou faz que se perca o barco, o bateleiro deverá ao proprietário barco por barco.
237º - Se alguém freta um bateleiro e o barco e o prevê de trigo, lã, azeite, tâmaras e qualquer outra coisa que forma a sua carga, se o tabeleiro é negligente, mete a pique o barco e faz que se perca o carregamento, deverá indenizar o barco que fez ir a pique e tudo de que ele causou a perda.
238º - Se um bateleiro mete a pique o barco de alguém mas o salva, deverá pagar a metade do seu preço.
239º - Se alguém freta um bateleiro, deverá dar-lhe seis gur de trigo por ano.
240º - Se um barco a remos investe contra um barco de vela e o põe a pique, o patrão do barco que foi posto a pique deverá pedir justiça diante de Deus, o patrão do barco a remos, que meteu a fundo o barco a vela, deverá indenizar o seu barco e tudo quanto se perdeu.
XIV - SEQUESTRO, LOCAÇÕES DE ANIMAIS, LAVRADORES DE CAMPO, PASTORES, OPERÁRIOS. DANOS, FURTOS DE
ARNEZES, DÁGUA, DE ESCRAVOS (AÇÃO REDIBITÓRIA, RESPONSABILIDADE POR EVICÇÃO, DISCIPLINA)
241º - Se alguém seqüestra e faz trabalhar um boi, deverá pagar um terço de mina.
242º - Se alguém aluga por um ano um boi para lavrar, deverá dar como paga, quatro gur de trigo.
243º - Como paga do boi de carga três gur de trigo ao proprietário.
244º - Se alguém aluga um boi e um burro e no campo um leão os mata, isto prejudica o seu proprietário.
245º - Se alguém aluga um boi e o faz morrer por maus tratamentos ou pancadas, deverá indenizar ao proprietário boi por boi.
246º - Se alguém aluga um boi e lhe quebra uma perna, lhe corta a pele cervical, deverá indenizar ao proprietário boi por boi.
247º - Se alguém aluga um boi e lhe arranca um olho, deverá dar ao proprietário uma metade do seu preço.
248º - Se alguém aluga um boi e lhe parte um chifre, lhe corta a cauda, e lhe danifica o focinho, deverá pagar um quarto de seu preço.
249º - Se alguém aluga um boi e Deus o fere e ele morre, o locatário deverá jurar em nome de Deus e ir livre.
250º - Se um boi, indo pela estrada, investe contra alguém e o mata, não há motivo para indenização.
251º - Se o boi de alguém dá chifradas e se tem denunciado seu vício de dar chifradas, e, não obstante, não se tem cortado os chifres e prendido o boi, e o boi investe contra um homem e o mata, seu dono deverá pagar uma meia mina.
252º - Se ele mata um escravo de alguém, dever-se-á pagar um terço de mina.
253º - Se alguém aluga um outro para cuidar do seu campo, lhe fornece a semente, lhe confia os bois, o obriga a cultivar o campo, se
esse rouba e tira para si trigo ou plantas, se lhe deverão cortar aos mãos.
254º - Se ele tira para si a semente, não emprega os bois, deverá indenizar a soma do trigo e cultivar.
255º - Se ele deu em locação os bois do homem ou rouba os grãos da semente, não cultiva absolutamente o campo, deverá ser convencido e pagar por cento de gan, sessenta gur de trigo.
256º - Se a sua comunidade não paga por ele, dever-se-á deixá-lo naquele campo, ao pé dos animais.
257º - Se alguém aluga um lavrador de campo lhe deverá dar anualmente oito gur de trigo.
258º - Se alguém aluga um guarda de bois, seis gur de trigo por ano.
259º - Se alguém rouba do campo uma roda d'água, deverá dar ao proprietário cinco siclos.
260º - Se alguém rouba um balde para tirar água ou um arado deverá dar três siclos.
261º - Se alguém aluga um pastor para apascentar bois e ovelhas, lhe deverá dar oito gur de trigo por ano.
262º - Se alguém aluga um boi ou uma ovelha para ...
263º - Se ele é causa da perda de um boi ou de uma ovelha, que lhe foram dados, deverá indenizar o proprietário boi por boi, ovelha por ovelha.
264º - Se um pastor a quem são confiados bois e ovelhas para apascentar, o qual recebeu sua paga, segundo o pacto e fica satisfeito, reduz os bois e as ovelhas, diminui o acréscimo natural, deverá restituir as acessões e o produto segundo o teor de sua convenção.
265º - Se um pastor a quem foram confiados bois e ovelhas para apascentar, tece fraude, falseia o acréscimo natural do rebanho e o
vende por dinheiro, deverá ser convencido e indenizar o proprietário dez vezes bois e ovelhas.
266º - Se no rebanho se verifica um golpe de Deus ou um leão os mata, o pastor deverá purgar-se diante de Deus e o acidente do rebanho deverá ser suportado pelo proprietário.
267º - Se o pastor foi negligente e se verifica um dano no rebanho, o pastor deverá indenizar o dano, que ele ocasionou no rebanho em bois ou ovelhas e dar ao proprietário.
268º - Se alguém aluga um boi para debulhar, a paga é vinte ka de trigo.
269º - Se alguém aluga um burro para debulhar, a paga e vinte ka de trigo.
270º - Se alguém aluga um animal jovem para debulhar, a paga é dez ka de trigo.
271º - Se alguém aluga bois, carros, e guardas, deverá dar cento e oitenta ka de trigo por dia.
272º - Se alguém aluga um carro apenas, deverá dar quarenta ka de trigo por dia.
273º - Se alguém aluga um lavrador mercenário, lhe deverá dar do novo ano ao quinto mês seis se por dia; do sexto mês até o fim do ano lhe deverá dar cinco se por dia.
274º - Se alguém aluga um operário, lhe deverá dar cada dia:
cinco se, de paga, pelo ...
cinco se, pelo tijoleiro.
cinco se, pelo alfaiate.
cinco se, pelo canteiro.
cinco se, pelo ...
cinco se, pelo ...
cinco se, pelo ...
quatro se, pelo carpinteiro.
quatro se, pelo cordoeiro.
quatro se, pelo ...
quatro se, pelo pedreiro.
275º - Se alguém aluga um barco a vela deverá dar seis se por dia como paga.
276º - Se ele aluga um barco a remos, dois se e meio por dia.
277º - Se alguém aluga um barco de sessenta gur, deverá dar um sexto de siclo, por dia em paga.
278º - Se alguém compra um escravo ou uma escrava e, antes que decorra um mês, eles são feridos do mal benu, ele deverá restituí-los ao vendedor e o comprador receberá em seguida o dinheiro que pagou.
279º - Se alguém compra um escravo ou uma escrava e outro propõe ação sobre eles, o vendedor é responsável pela ação.
280º - Se alguém em país estrangeiro compra um escravo ou uma escrava, se volta à terra e o proprietário reconhece o seu escravo ou a sua escrava, se o escravo ou escrava, são naturais do país, ele deverá restituí-los sem indenização.
281º - Se são nascidos em outro país, o comprador deverá declarar perante Deus o preço que ele pagou e o proprietário deverá dar ao negociante o dinheiro pago e receber o escravo ou a escrava.
282º - Se um escravo diz ao seu senhor : "tu não és meu senhor", será convencido disso e o senhor lhe cortará a orelha.
EPÍLOGO
"As justas leis que Hamurabi, o sábio rei, estabeleceu e (com as quais) deu base estável ao governo ... Eu sou o governador guardião ... Em meu seio trago o povo das terras de Sumer e Acad; ... em minha sabedoria eu os refreio, para que o forte não oprima o fraco e para que seja feita justiça à viúva e ao órfão ... Que cada homem oprimido compareça diante de mim, como rei que sou da justiça. Deixai-o ler a inscrição do meu monumento. Deixai-o atentar nas minhas ponderadas palavras. E possa o meu monumento iluminá-lo quanto à causa que traz, e possa ele compreender o seu caso. Possa ele folgar o coração (exclamando) "Hamurabi é na verdade como um pai para o seu povo; ... estabeleceu a prosperidade para sempre e deu um governo puro à terra. Quando Anu e Enlil (os deuses de Uruk e Nippur) deram-me a governar as terras de Sumer e Acad, e confiaram a mim este cetro, eu abri o canal. Hammurabi-nukhush-nish (Hamurabi-a-abundância-do-povo) que traz água copiosa para as terras de Sumer e Acad. Suas margens de ambos os lados eu as transformei em campos de cultura; amontoei montes de grãos, provi todas as terras de água que não falha ... O povo disperso se reuniu; dei-lhe pastagens em abundância e o estabeleci em pacíficas moradias".

NOÉ E O DILÚVIO



Noé foi poupado da destruição do dilúvio porque obedeceu a Deus e construiu a arca. Assim como Deus protegeu Noé e a sua família, Ele protege aqueles que Lhe são fiéis.

Adão e Eva Gén.2-5.
A tentação e a queda, a personalidade e o caráter do tentador, o castigo do pecado, e a promessa do Redentor vindouro, Gén.3.
A história de Caim e Abel, Gén. 4.
A genealogia e morte dos patriarcas,Gén. 5.
Noé; o Dilúvio; repovoando a terra, Gén. 6-11.
Os sucessos relacionados ao dilúvio, Gén. 6, 7 e 8.
A aliança do arco-íris e o pecado de Noé, gén. 9.
Os descendentes de Noé, Gén. 10.
A confusão das línguas em Babel, Gén. 11.

TÚNEL DE EZEQUIAS

A inscrição de Siloé é uma passagem de texto inscrito, encontrada originalmente no Túnel de Ezequias (que supria água da Fonte de Giom para a Piscina de Siloé na parte leste de Jerusalém). Descoberto em 1880, a inscrição regista a construção do túnel no século VIII a.C.. Encontra-se entre os registos mais antigos escritos na língua hebraica, usando-se o alfabeto Paleo-Hebrew.
História da descoberta:

Inscrição em alfabeto Paleo-Hebraico
Apesar do túnel de Ezequias ter sido muito pesquisado durante século XIX por arqueólogos eminentes, como o Dr. Edward Robinson, Charles Wilson, e Charles Warren, faltou descobrir toda a inscrição, provavelmente devido aos depósitos minerais acumulados que atrapalharam a visibilidade. De acordo com o Easton's Bible Dictionary (1897), alguns jovens que andavam acima do Túnel de Ezequias perto da extremidade da Piscina de Siloé, teriam descoberto a inscrição numa pedra no lado oriental, aproximadamente 19 pés no túnel.
A inscrição de Siloé teria sido foi cortada da parede do túnel em 1891 e quebrada em fragmentos; mas estes foram recuperados pelos esforços do cônsul britânico em Jerusalém, e foram colocados no museu do Antigo Oriente em Istambul.
O túnel
Em 1899, um outro túnel, também conduzindo da fonte de Giom à área do Reservatório de Siloé, mas por uma rota mais directa, foi encontrado. Este último túnel é conhecido agora como o canal médio da idade do bronze, (devido a sua idade estimada); Determinou-se que foi construído por volta de 1800 a.C. (na Idade do Bronze). É essencialmente uma vala profunda de 20 pés na terra, onde depois a construção foi coberta por grandes lajes da rocha ( escondidas na folhagem). É mais estreito, mas ainda pode-se andar em grande parte de todo seu comprimento. Além disso à saída, perto do túnel de siloé, a canaleta tinha diversas saídas pequenas que molhavam os jardins do Vale da torrente do Cédron. O Túnel de Ezequias age como uma recolocação para este canal, mas a facilidade para que um assaltante descubra as lajes da cobertura é um ponto fraco.
O Túnel de Ezequias, descoberto em 1838 pelo académico bíblico americano Edward Robinson, pode ser visto e percorrido em toda a sua extensão actualmente.
História
Ophel em Jerusalém, está numa montanha, e é naturalmente defensível de quase todos os lados, mas sofre do inconveniente que sua fonte principal da água fresca, a fonte de Giom, fica ao lado do penhasco ao contrário do vale do Cédron. Isto apresenta uma fraqueza militar principalmente para os muros da cidade, que para ser suficientemente defensiva, deve necessariamente deixar de fora a fonte de Giom, assim a cidade ficaria sem uma fonte de água fresca em caso de sítio. A Bíblia regista que no tempo do rei Ezequias (século XIII a.C.), que a temível Assíria teria sitiado à cidade, obstruindo a água de fonte fora da cidade e desviando-lhe através de uma canaleta no Túnel de Ezequias.
Tradução:
Ilegível no inicio, devido aos depósitos de sujeira, mas o professor A.H. Sayce foi o primeiro a fazer uma tentativa de leitura , e o texto foi limpo mais tarde com uma solução ácida que faz a leitura mais legível. A inscrição contem 6 linhas, de qual a primeira é danificada. As palavras são separadas por pontos. Somente a palavra na terceira linha é de tradução duvidosa - talvez devido a uma rachadura. A passagem lê:
“E esta foi a maneira em que foi perfurado: — Enquanto [. . .] ainda (havia) [. . .] machado(s), cada homem em direcção ao seu companheiro, e quando ainda faltavam três côvados para serem perfurados, [ouviu-se] a voz dum homem chamando seu companheiro, pois havia uma sobreposição na rocha à direita [e à esquerda]. E quando o túnel foi aberto, os cavouqueiros cortaram (a rocha), cada homem em direcção ao seu companheiro, machado contra machado; e a água fluiu da fonte em direcção ao reservatório por 1.200 côvados, e a altura da rocha acima da(s) cabeça(s) dos cavouqueiros era de 100 côvados.”
Esta inscrição regista a construção do túnel de Ezequias, e é usada ao se comparar datas de outras inscrições hebraicas encontradas. De acordo com o texto, o trabalho começou em ambas as extremidades simultaneamente e prosseguiu até que os construtores se encontraram no meio.
Sobre uma rocha do monte Sião
O emprazamento do templo escolhido por David para construir seu palácio, era a superfície de uma rocha situada no cume oriental do monte de Sião (literalmente a montanha da casa), actualmente solar sobre o qual surge a mesquita islâmica de Omar.
Recentes escavações, que levantaram irados protestos dos rabinos "ortodoxos", demonstraram que o terreno contém restos evidentes de cultos megalíticos aos mortos e a "divindades" politeístas.
O palácio de Salomão compreendia um conjunto de diversos edifícios: sua residência, a "casa do bosque do Líbano", assim chamada por seus pilares de madeira de cedro, um pórtico de pilares, o salão do trono e, em outro pátio, uma casa para a "filha do faraó", com a qual o rei havia casado. A esta foi acrescentada a "casa do Senhor", como uma dependência do palácio, com uma entrada privada desde os departamentos reais, independente da que dava acesso aos fiéis em geral.
Tal como é descrita na Bíblia, sua planta era a de "uma casa longa mesopotâmica" ou templo com vestíbulo (salão largo), nave (salão longo) e "adytum" (sala quadrada). Era rectangular o conjunto, orientado de Leste a Oeste, e no pátio central estava o altar dos holocaustos, erigido sobre a rocha viva do solo sagrado (a sakhra). Ao pátio se acedia por um pórtico ou ra de cipreste. Diante da entrada, e franqueando-a, havia duas colunas de bronze chamadas Jachin e Boaz, adornadas com motivos de romãs e capitéis, de doze côvados de altura e quatro de diâmetro, evidentes evoluções das colunas megalíticas situadas à entrada dos templos malteses, e estas dos mais antigos menires espalhados por toda a geografia mundial das culturas dos "povos do mar".
O recinto da Arca
Na parte interior do alpendre, o lugar sagrado (hekal), de quadro côvados de comprimento por vinte de largura e trinta de altura, ao que se acedia por duplas portas. O hekal encontra-se em penumbra, recebendo a luz por uma fileira de janelas gradeadas situadas no alto da parede. Atrás da nave estava a "sancta sanctorum", isto é, o "dever", no extremo oeste do edifício. Formava este ambiente fechado um cubo perfeito de vinte côvados de altura, comprimento e largura. Nele era guardada "a Arca", franqueada por dois querubins de madeira de oliveira, tendo o tamanho de 10 côvados de altura e estando recobertas de ouro. Sua posição era similar a das esfinges aladas que suportam o trono do rei, como é apreciado em um marfim de Megiddo, e as egípcias que com suas asas estendidas protegem a Horus menino. O hekal e suas duplas portas estavam decorados com motivos de palmeiras, flores e querubins, todos forrados de ouro, e na sala eram guardados os candelabros de ouro, a mesa dos doze pães e um altar de cedro, também recoberto de ouro, colocado em frente de uma escada que conduzia ao dever.
O santo lugar portanto, encontra-se como um nicho na parede de fundo, disposição habitual na Fenícia para o "quarto do deus" dos templos idólatras.
Pelos lados norte e sul do hekal abriam-se pequenas portas que conduziam a uma escada pela qual se subia aos três pisos superiores do edifício, onde haviam habitações pequenas, tipo celas.
Templo de Salomão
O Templo de Salomão foi o primeiro Templo em Jerusalém, construído no século XI AC, e funcionou como um local de culto religioso judaico central para a adoração e os sacrifícios conhecidos como korbanot.
O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para YHWH, onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria permitido ao seu filho Salomão, cujo nome significa "paz". Isto enfatizava a vontade divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz. (2Samuel 7:1-16; 1Reis 5:3-5; 8:17; 1Crónicas 17:1-14;
22:6-10).
Davi comprou a eira de Ornã ou Araúna, um jebuseu, que se localizava monte Moriah ou Moriá, para que ali viesse a ser construído o templo. (2Samuel 24:24, 25; 1Crónicas 21:24, 25) Ele juntou 100.000 talentos de ouro, 1.000.000 de talentos de prata, e cobre e ferro em grande quantidade, além de contribuir com 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata, da sua fortuna pessoal. Recebeu também como contribuições dos príncipes, ouro no valor de 5.000 talentos, 10.000 daricos e prata no valor de 10.000 talentos, bem como muito ferro e cobre. (1Crónicas 22:14; 29:3-7) Salomão não chegou a gastar a totalidade desta quantia na construção do templo, depositanto o excedente no tesouro do templo (1Reis 7:51; 2Crónicas 5:1).
Aspectos da Construção
O Rei Salomão começou a construir o templo no quarto ano de seu reinado seguindo o plano arquitectónico transmitido por Davi, seu pai (1Reis 6:1; 1Crónicas 28:11-19). O trabalho prosseguiu por sete anos. (1Reis 6:37, 38) Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram ou Hirão, o rei de Tiro, forneceu madeira do Líbano e operários especializados em madeira e em pedra. Ao organizar o trabalho, Salomão convocou 30.000 homens de Israel, enviando-os ao Líbano em equipas de 10.000 a cada mês. Convocou 70.000 dentre os habitantes do país que não eram israelitas, para trabalharem como carregadores, e 80.000 como cortadores (1Reis 5:15; 9:20, 21; 2Crónicas 2:2). Como responsáveis pelo serviço, Salomão nomeou 550 homens e, ao que parece, 3.300 como ajudantes. (1Reis 5:16; 9:22, 23)
O templo tinha uma planta muito similar à tenda ou tabernáculo que anteriormente servia de centro da adoração ao Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo, sendo maiores do que as do tabernáculo. O Santo tinha 40 côvados (17,8 m) de comprimento, 20 côvados (8,9 m) de largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4 m) de altura. (1Rs 6:2) O Santo dos Santos, ou Santíssimo, era um cubo de 20 côvados de lado. (1Reis 6:20; 2Crónicas 3:8)
Os materiais aplicados foram essencialmente a pedra e a madeira. Os pisos foram revestidos a madeira de junípero (ou de cipreste segundo algumas traduções da Bíblia) e as paredes interiores eram de cedro entalhado com gravuras de querubins, palmeiras e flores. As paredes e o tecto eram inteiramente revestidos de ouro. (1Reis 6:15, 18, 21, 22, 29)
Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício.
Foi pilhado várias vezes. Seria totalmente destruído por Nabucodonosor II da Babilónia, em 586 a.C., após dois anos de cerco a Jerusalém. Os seus tesouros foram levados para a Babilónia e tinha assim início o período que se convencionou chamar de Captividade Babilónica na história judaica.
Décadas mais tarde, em 516 a.C., após o regresso de mais de 40.000 judeus do cativeiro de Babilónia foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo, o qual foi destruído no ano 70 d.C., pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica.
Alguns afirmam que o actual Muro das Lamentações era parte da estrutura do templo de Salomão.

ACHADOS ARQUEOLÓGICASO LEVAM CIENTISTAS A RECONHECER A BÍBLIA COMO TENDO BASE HISTÓRICA




Textos de Balaão – Fragmentos de escrita aramaica encontrados em Tell Deir Allá, que relatam um episódio da vida de "Balaão filho de Beor" e descrevem uma de suas visões – indícios de que Balaão existiu e viveu em Canaã, como afirma a Bíblia no livro de Números 22 a 24.


Obelisco negro e prisma de Taylor – Estes artefactos mostram duas derrotas militares de Israel. O primeiro traz o desenho do rei Jeú prostrado diante de Salmaneser III oferecendo tributo a ele. O segundo descreve o cerco de Senaqueribe a Jerusalém, citando textualmente o confinamento do rei Ezequias.



Inscrição de Siloé – Encontrada acidentalmente por algumas crianças que nadavam no tanque de Siloé. Essa antiga inscrição hebraica marca a comemoração do término do túnel construído pelo rei Ezequias, conforme o relato de 2 Crónicas 32:2-4.


Selo de Baruque – descoberto em 1975, provando a existência do secretário e confidente do profeta Jeremias.


Palácio de Sargão II – Descoberto em 1843, o palácio de Sargão II, rei da Assíria, pôs fim a negação de sua existência, conforme mencionado em Isaías 20:1.



Tijolo babilónico que traz nome de Nabucodonosor – O achado arqueológico traz a seguinte inscrição em cuneiforme: "(eu sou) Nabucodonosor, Rei de Babilónia. Provedor (do templo) de Ezagil e Ezida; filho primogénito de Nabopolassar”. Vale notar que por muito tempo se afirmou que a cidade da Babilónia era um mito – e muito mais lendário ainda seria o rei Nabucodonosor.

27/10/2009

STELA DE TIGLATH-PILESER III E REFERÊNCIAS BÍBLICAS

Tiglath-Pileser III (da forma hebraica [1] do acadiano: Tukulti-apil-Ešarra, "a minha confiança está no filho de Esharra") foi um proeminente do rei da Assíria no século 8 aC (governou de 745-727 aC) [2] [3] e é amplamente considerado como o fundador do Império Neo-Assírio. [4] [5] Ele é considerado um dos comandantes militares de maior sucesso na história do mundo, conquistando a maioria do mundo conhecido para o assírios antigos antes de sua morte.
Registos bíblicos:O nome "Tiglath-Pileser" foi um trono, nome dado ao rei em sua adesão, em vez de um nome dado ao nascer. Na tradução, significa "a minha confiança é o herdeiro de Ešarra". A Bíblia regista, quer como Tiglath-Pileser (2 Reis 15:29, 16:7, 10) ou como Tilgate-Pilneser (1 Crónicas 5:6, 26, 2 Crónicas 28:20), e também como Pul (1 Crónicas 5:26 e 2 Reis 15:19). The latter resembles the name Pulu that some chronological sources give him as king of Babylonia . Este último lembra o nome Pulu que algumas fontes cronológica dar-lhe como rei da Babilónia. However, none of these sources are contemporary with Tiglath-Pileser's time, thus it remains uncertain if the name "Pul" was ever used during the king's lifetime. [ 6 ] No entanto, nenhuma destas fontes são contemporâneos com Tiglath-Pileser do tempo, portanto, permanece incerto se o nome de "Pul" nunca foi utilizado durante a vida do rei. [6]
ReinadoPoder assírio no Oriente Médio aumentou consideravelmente como resultado de reformas militares Tiglath-Pileser (ver "reformas" abaixo) e suas campanhas de conquista. Ao subir ao trono, ele alegou (em Annal 9, que data de 745 aC, o ano primeiro reinado(ano de adesão) ter anexado Babilónia, [Mar] [9] (que se refere ao Golfo Pérsico), e posteriormente ter colocado os seu eunuco governadores. Também no seu primeiro ano de reinado, ele derrotou Urartu (na Arménia moderna), cuja hegemonia sob a regência de Sarduris II tinha estendido a norte da Mesopotâmia e na Síria; lá encontrou cavalos inigualáveis para a sua guerra-carros. [10]Ele também derrotou os medos antes de fazer a guerra no neo-hititas, Síria e Fenícia. Conquistou Arpad em 740 aC, após três anos de cerco, e anexou-a como uma província (sobre a qual ele colocou um de seus eunucos como governadores), e submetidos Hamate ao tributo. recorde em inscrições assírias 740 aC , o quinto ano do seu reinado, uma vitória sobre o Azarias (Uzias), rei de Judá, cujos resultados são descritos em 2 Crónicas 26. Em 733 aC os seus exércitos conquistaram Filístia na costa do Mediterrâneo, destruiu Damasco (732) e ocupou a maior parte Israel (732), com suas regiões, tornando-se províncias do norte da Assíria. De acordo com as inscrições reais de Tiglath-Pileser muitos dos habitantes foram escravizados e deportados para outras partes do império assírio, como é comummente feito por seus antecessores. Cativos no cerco foram abatidos e os organismos criados em estacas e exibidas antes da cidade.

25/10/2009

MONTE DO TEMPLO DE JERUSALÉM

Monte do Templo ou Esplanada das Mesquitas, ao centro Mesquita de Al-Aqsa, construída por Omar sobre as supostas ruínas do Templo de Salomão, destruído pelos romanos.
O Monte do Templo (em hebraico: הר הבית, transl. Har Ha-Bayit), em alusão ao antigo templo, pelos judeus e cristãos, e Nobre Santuário (الحرام الشريف, transl. Al-Haram ash-Sharif) pelos muçulmanos. Também conhecida como a Esplanada das Mesquitas, é um lugar sagrado para muçulmanos e judeus e é um dos locais mais disputados do mundo. Muçulmanos e judeus da idade médiaacreditam que sob seus escombros está escondido o Templo de Salomão.
Os templos sobre as rochas que encontram-se no local foram construídos pelos muçulmanos e é o terceiro local mais sagrado do islamismo, referência a viagem até Jerusalém e a ascensão de Muhammad ao paraíso. O local é também associado a vários profetas judeus, sendo que os próprios muçulmanos consideram estes profetas judeus como muçulmanos. Lá localiza-se a Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha, construídas ambas no século VII, uma das estruturas mais antigas do mundo muçulmano.
É o lugar mais sagrado do judaísmo, já que no Monte Moriá se situa a história bíblica do sacrifício de Isaac. O lugar da "pedra do sacrifício" (a Sagrada Pedra de Abraão) foi eleito pelo rei David para construir um santuário que albergasse o objecto mais sagrado do judaísmo, a Arca da Aliança. As obras foram terminadas por Salomão no que se conhece como Primeiro Templo ou Templo de Salomão e cuja descrição só conhecemos através da Bíblia, já que foi profanado e destruído por Nabucodonosor II em 587 a.C., dando início ao exílio judaico na Babilónia. Uns anos depois foi reconstruído o Segundo Templo, que voltou a ser destruído em 70 d.C. pelos romanos, com a excepção do muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações, que ainda se conserva e que constitui o lugar de peregrinação mais importante para os judeus. Segundo a tradição judaica, é o sítio onde deverá construir-se o terceiro e último templo nos tempos do Messias.

23/10/2009

FRAGMENTO DA BÍBLIA, O MAIS ANTIGO DO MUNDO FOI ENCONTRADO NO MOSTEIRO DE STA CATERINA NO SINAI

Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Académico tropeça numa secção inéditos do Codex Sinaiticus que remonta ao século 4


Nikolas Sarris académico britânico descobriu um manuscrito inédito do Codex Sinaiticus, que data de cerca AD 350, entre milhares de velhos livros e fotografias e de outros manuscritos na biblioteca do Mosteiro de Santa Catarina, no Egipto.
O Codex, manuscrito em grego, em pele de animal, é a mais antiga versão conhecida da Bíblia. As folhas de inestimável valor estão divididas entre quatro instituições, incluindo o Mosteiro de Santa Catarina e a Biblioteca Britânica, que detém a maior parte da Bíblia desde que a antiga União Soviética vendeu a sua colecção para a Inglaterra em 1933.

O PAPIRO DE IPUWER E AS DEZ PRAGAS DO EGIPTO

(PAPIRO IPUWER)
O Papiro Ipuwer Ou Lamentações de Ipuwer é um antigo papiro Egípcio. É atualmente mantido na Rijksmuseum van Oudheden de Leyden, na Holanda. Está marcado Papiro de Leiden I 344 recto.
O manuscrito data do Império Novo (século XIII aC) como provável uma transcrição de um texto anterior do século XIX e XVII aC sobre o Primeiro Período Intermediário [1]
Seu primeiro proprietário (Anastasia) afirma que ele foi encontrado em Memphis em torno das pirâmides de Saqqara. (The Age of Chaos. Velikoski) descreve uma série de desastres naturais e agitações sociais que entram no Memphis Unido, puxando uma visão sombria do Egito, provavelmente objetivo da situação sócio-económica do país no final do Império Antigo. O texto, cujo início está incompleto, uma clara tendência para a instabilidade política provocada pela revolução social e económica no Egito, lamenta ter de ver o país invadido pelos beduínos nómades, o ateísmo, o desespero das crianças e dos adultos, cadáveres que enchem o sagrado rio Nilo de cadáveres, a fúria popular que grassa em arquivos do Estado, a propriedade dos nobres, os túmulos dos faraós, são atribuídas à fraqueza do rei, cuja negligência é abertamente criticada.
Marcos Guterman, analisa o texto do biólogo Roger Wotton, da University College London, divulgado na revista académica Opticon 1826, onde se afirma que “as pragas do Egipto, que desmoralizaram o faraó e acabaram por levar à libertação dos hebreus, tiveram causas naturais” – como resumiu Guterman. A análise do biólogo também foi manchete no Time: “Pragas do Egipto 'causadas pela natureza, não Deus' ”.
Apesar de alardear, o seu estudo é raso e apresenta conclusões fantasiosas. Nada digno da alcunha “ciência”, como garantiu Guterman. A explicação para as dez pragas, que elimina a possível intervenção de Deus, é resumidamente a seguinte:
A verdadeira (e mirabolante) causa das pragasDepois de um período de falta de chuva, aconteceu uma dramática mudança de tempo. Fortes chuvas fizeram com que sedimentos da terra caíssem na água. “Como os sedimentos eram vermelhos, aconteceu uma dramática mudança de coloração do rio”, explica Wotton. Essa é a primeira praga relatada no livro de Êxodo. Segundo o biólogo, o excesso de sedimento matou os peixes, resultando num cheiro desagradável da putrefacção dos corpos.
Por acaso, migrou uma grande quantidade de rãs, que depositaram seus ovos no terreno arenoso, humedecido pela recente inundação. Por ocasião do nascimento dos insectos, houve explosão de rãs no Egipto. O ambiente encharcado, somado aos peixes em estado de putrefacção, torna-se ideal para a proliferação de piolhos (3ª praga) e moscas (4ª praga). Essas moscas, por sua vez, em busca de sangue para se alimentar, vão ao encontro dos animais e do homem, espalhando infecção por todos os lados. Acontece então a peste nos animais (5ª praga) e as úlceras nos humanos (6ª praga). De acordo com Wotton, foi nesse tempo também que os gafanhotos foram em busca de comida e devoraram as plantações dos egípcios (8ª praga).
Após estes acontecimentos, teria acontecido um aquecimento na região, a mudança repentina das massas de ar que teria gerado chuva de granizo (7ª praga). Este seria também o tempo das trevas (9ª praga) que cobriram o Egipto. A Bíblia, entretanto, fala de três dias de escuridão total. Wotton sugere a possibilidade de serem “dias míticos”, com duração diferente do que conhecemos hoje.
Por fim, Wotton assume não ter posição definida quanto à morte dos primogénitos (10ª praga), mas arrisca: eles podem ter morrido por alguma doença infecciosa.
É interessante como hoje, pessoas ilustres e académicos podem se dar ao luxo de escrever devaneios e chamarem isso de Ciência (com letra maiúscula).
Como surgem os mitos
Para Wotton, o mítico foi somado à história original da libertação de Israel, porque “este é um relato escrito gravado seguindo gerações de transmissão verbal, com a inevitável distorção dos resultados”. Assim teria surgido a lenda.
Acontece que as evidências apontam para Moisés como autor do livro de Êxodo. Assim, não se trataria de uma história passada e repassada, mas escrita por uma testemunha ocular – e mais que isso, o protagonista.
Duas vezes o livro de Êxodo declara que Deus falou a Moisés para escrever os acontecimentos ou as leis num livro (17:14; 34:27) e também diz que “Moisés escreveu todas as palavras do Senhor” (24:4). Estas reivindicações internas também são encontradas em outros livros do Antigo e Novo Testamento.
Outros argumentos a favor da autoria mosaica: (1) todo o Pentateuco – formado pelos cinco primeiros livros da Bíblia e que são atribuídos tradicionalmente à autoria de (MOISÉS COM AS TÁBUAS DA LEI) Moisés – contém características idênticas de estilo e essas peculiaridades são ao mesmo tempo distintas do restante do Antigo Testamento; (2) em todo o esboço de Êxodo, nota-se que o livro foi composto e planeado por uma única mente e não se trata de uma obra grosseira de retalhos; (3) devido às vívidas descrições do texto, o autor foi claramente uma testemunha ocular dos eventos; (4) o autor informa costumes detalhados do povo de Israel e demonstra íntimo conhecimento da terra e da rota do êxodo, o que corrobora a ideia de que o autor era um judeu educado, que em algum momento viveu no Egipto (ver Act 7:22) e que era familiarizado com parte da Península do Sinai; (5) o Pentateuco contém a maior percentagem de palavras egípcias de todo o Antigo Testamento e arcaísmo que remetem o texto ao tempo da 18ª Dinastia, a época mais provável em que Moisés viveu.
Quando a Galileu também desvendou o mistério
Em “Arqueologia da Bíblia”, reportagem da revista Galileu em Abril de 2004, o assunto das dez pragas também foi analisado. A explicação do milagre também é bastante hipotética. Leia abaixo o texto como foi publicado.
Pode ter ocorrido na época uma sucessão de catástrofes ecológicas encadeadas, que teriam começado com a poluição do Nilo por partículas de terra vermelha associadas a algas nocivas. A poluição teria forçado rãs e sapos a saírem para terra firme e morrerem de fome, deixando moscas e mosquitos livres para se reproduzirem. A mortandade dos animais e as úlceras estariam ligadas a doenças transmitidas pelas moscas e mosquitos. A escuridão seria uma chuva de granizo particularmente forte, na qual a areia húmida se tornou depósito de ovos de gafanhotos. A morte dos primogénitos estaria ligada a toxinas produzidas nos cereais armazenados em virtude da chuva. Como os primogénitos eram os filhos mais importantes, provavelmente teriam sido os primeiros a alimentar-se, ingerindo os grãos contaminados.
Flavio Josefo, historiador judeu do I século d.C., na sua obra Josefo contra Apion, menciona dois sacerdotes egípcios: Maneto e Queremon que em suas histórias sobre o Egipto nomearam José e Moisés como líderes dos hebreus. Também confirmaram que migraram para a "Síria sulista", nome egípcio da Palestina.

MUSEU DO CAIRO.
Sappho poem an old age
Papyros-POxy3679_parts_Plato_Republic.
PAPIRO ARTEMIDORO

BABEL: O PRIMEIRO CENTRO ECUMÉNICO

Cada cidade-estado da Suméria era governada por um patesi que seria ao mesmo tempo o supremo sacerdote e chefe militar absoluto. Os deuses regionais eram os proprietários de todas as terras a quem os homens deveriam servir, sendo as cidades as suas cidades terrenas. Qualquer cidade digna deste nome, deveria construir um templo ao deus patrono, este tornava-se o centro da cidade. Estes templos eram construídos em forma de pirâmide e eram chamados zigurates. Eram construções de tijolos maciços, eram o santuário de adoração e o lugar por excelência para o deus habitar, visitar o povo e derramar as suas bênçãos ou maldições.Os templos ou zigurates eram para os sumérios a ligação entre o céu e a terra. Provavelmente, o sonho de Jacó visualizando uma escadaria que vinha do céu em direcção à Terra, tenha relação directa com essa imagem cultural ainda presente na sua época (Gén. 28:10-22).Diferentes dos egípcios, os governantes da Mesopotâmia, salvo raras excepções, não eram tidos como deuses, mas eram considerados os seus representantes e intermediários. Facto que lhes concedia grande supremacia sobre o povo, era vista de algum modo que a autoridade que exerciam era divina e não podia ser posta em causa. Ninrode viu nesta "política divina" a oportunidade de unificar politicamente a região e ter o controle sobre as cidades-estados que viviam em constantes conflitos. Ao apresentar-se pela sua sabedoria e força como líder estabeleceu que estas fluíam não só de todos os deuses das regiões da terra, as também do Deus do céu. Foi por isso que ele empreendeu o maior projecto arquitectónico de todos os tempos: construir o mais gigantesco de todos os zigurates, a torre de Babel.O nome do edifício foi escrito a dedo. Babel (que os hebreus propositadamente chamavam Bavel, "confusão") vem do acadiano bab-ilu que quer dizer "portal de Deus". Com isso os seus construtores queriam dizer que, enquanto os deuses menores usavam os zigurates locais para se comunicar com o povo, o chefe dos deuses (Anu ou Enlil) usava o zigurate de Babel para descer a Terra. Portanto todos os povos deveriam estar ali para adora-lo, mesmo que fossem devotos de outro deus local. Babel era o local de principal convergência dos deuses e dos povos. Era o testemunho da fraternidade “ecuménica” que traria paz, prosperidade e dessa unidade resultaria uma terra mais fértil. Em 1872, George Smith descobriu um tablete cuneiforme que trazia o seguinte relato acerca da edificação de um zigurate que provavelmente poderia ter sido a torre de Babel:"A Edificação desta torre ofendeu a todos os deuses. Numa noite eles [deitaram abaixo] o que homem havia construído e impediram o seu progresso. Eles [os construtores] foram espalhados e sua língua se tornou estranha."Novamente a arqueologia encontrou uma evidência do relato bíblico, dessa vez da confusão de línguas ocorridas em Babel. Um outro fragmento de tablete foi encontrado posteriormente, contendo 27 linhas. O texto é uma carta endereçada ao "senhor de Arrata". O remetente desconhecido solicita ao rei que lhe permita ser seu vassalo, pois os tempos estavam muito difíceis. Ele, então, relembra ao monarca que houve uma era de ouro na Mesopotâmia em que havia "harmonia nos idiomas da Suméria" e "todo o universo, em uníssono [adorava] a Enlil numa só língua..."Actualmente, vários zigurates parcialmente preservados foram localizados na região do Iraque. Muitos deles datam de mais de 2.000 anos antes de Cristo e podem ter sido construídos nos dias de Ninrode. Difícil é saber se algum deles é, porventura, o que restou da torre de Babel. Mas, de qualquer forma, é interessante observar que os seus tijolos são queimados e colados com betume, justamente como a Bíblia descreve o processo de construção da torre em Génesis 11:3.
Segundo a Bíblia, o reinado de Nimrod incluía as cidades de Babel, Arac (Araque), Acad e Calene (Calné), todas na terra de Sinear ou Senaar (Génesis 10:10). Foi, provavelmente, sob o seu comando que se iniciou a construção de Babel e da sua torre. Tal conclusão está de acordo com o conceito judaico tradicional.
Sobre este homem, Josefo escreveu: "Pouco a pouco, transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Deus era fazê-los continuamente dependentes do seu próprio poder. Ele ameaçou vingar-se de Deus, se Este quisesse novamente inundar a terra; porque construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingida pela água e vingaria a destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho, achando ser escravidão submeter-se a Deus; de modo que empreenderam construir a torre [...] e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas." — Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), I, 114, 115 (iv, 2, 3)

MOEDAS DE PÔNCIO PILATOS

Moeda cunhadas no tempo de Pôncio Pilatos entre o ano 29 e 31 era cristã
As moedas não são raras nem especiais, nem tão pouco de grande valor económico. No entanto, estas moedas poderiam circular na bolsa de couro de qualquer pessoa. Elas tomam uma dimensão tão importante pelo facto das consequências históricas e cósmicas que teve na fundação do Cristianismo e no Plano de Salvação, assente na morte de Jesus Cristo.
1- Importância Tempo: a maioria dos especialistas modernos concorda em reconhecer que o ano 30dC, foi o ano do julgamento e morte de Jesus. A importância das moedas reside no facto de ser mandadas cunhar entre 29 e 31.
2- Importância Geográfica: a hipótese mais credível indica que estas moedas foram cunhadas em Jerusalém, a cidade em que se passaram os eventos mais significativos.
3- Importância Pôncio Pilatos: estas moedas foram mandadas cunhar e postas em circulação pelo homem que julgou Jesus.
Obviamente, estas moedas não trazem nenhuma novidade para os crentes nas Sagradas Escrituras. Os achados arqueológicos são mais que muitos a confirmarem a maioria dos episódios relatados na Bíblia.
FABRICO E CIRCULAÇÃO:Embora os governadores tivessem a sede em Cesaréia, capital administrativa da Província, o dinheiro era feito e cunhado em Jerusalém, representativa de Israel.
Outro facto relevante, as moedas de Pilatos estiverem em uso durante 35 anos. Elas foram descobertas entre outras moedas em uso e outros utensílios da mesma época em casas destruídas muito provavelmente no ano 70, aquando da destruição de Jerusalém por Tito.
Outro detalhe importante tem haver com a circulação. Moedas cunhadas por Pilatos foram encontradas fora da fronteira da Judeia como em Antioquia, na actual Turquia, ou seja a 500 quilómetros de Jerusalém, onde foram cunhadas. Outras foram encontradas na Jordânia.
OS SIMBOLOS E OS TEXTOS:
O Simpulum e as espigas de cevada.

Um símbolo bastante frequente da religião romana da época, o simpulum era um utensílio usado pelos sacerdotes durante as cerimónias religiosas. O simpulum trata-se de uma pequena concha, com um cabo, permitia aos sacerdotes provar o vinho que se derramava sobre a cabeça de um animal destinado ao sacrifício. O sacerdote depois de ter derramado o vinho e ter imolado o animal, analisava as vísceras do animal e “lia” as mensagens enviadas aos homens pelos deuses. Estas moedas, tornam-se também importantes, ao revelarem os hábitos, costumes e praticas religiosas daquele tempo.
Outro símbolo que se encontra nas moedas são as espigas de cevada. Três espigas de cevada são frequentes no verso da moeda. Ou seja, de um lado o simpulum e do outro as espigas de cevada. Por aqui podemos ver que estas moedas por uma lado entravam em conflito com a fé judaica, o sacerdote que lê as vísceras para entender a mensagem dos deuses – o Deus do céu fala directamente pelos profetas – por outro lado, a cevada era considerada uma bênção de Deus.
O Lituus.
O Lituus era um bastão de madeira que o augúrio (advinho) tinha na mão direita, e simbolizava a sua autoridade, a sua vocação pastoral. O bastão era levantado em direcção ao céu e os sacerdotes invocavam os deuses e faziam previsões. É interessante notar que a cruz usada na actualidade é descendente directo do Lituus.

ARQUEÓLOGOS DESCOBREM MENORÁ DE 2.000 ANOS


JERUSALÉM - Arqueólogos israelitass encontraram uma antiga representação de um menorá, o candelabro de sete braços que se tornou um símbolo do judaísmo, informa a Autoridade de Antiguidades de Israel.
O menorá foi gravado numa pedra há cerca de 2.000 anos, e descoberto numa sinagoga perto do mar da Galileia. Cerâmicas, moedas e ferramentas encontradas no local indicam que a sinagoga é da época do Segundo Templo de Jerusalém, onde o menorá era mantido, disse a arqueóloga Dina Avshalom-Gorni.
O escultor pode ter visto o menorá durante uma peregrinação e, então, recriado a imagem na sinagoga, sugeriu ela.
Um pequeno número de imagens do menorá da mesma época já havia sido encontrado, disse ela, mas esta é especial porque estava dentro de uma sinagoga e longe de Jerusalém, ilustrando a ligação entre os judeus da região de Jerusalém e os da Galileia, ao norte.
O menorá, retratado sobre um pedestal, está entalhado em uma pedra que ficava no salão central da sinagoga.
O Templo de Jerusalém foi destruído por legiões romanas no ano 70. O Arco de Tito, www.meucat.com/maps/mapa_satelite.php?COD=roma&NOME=Arco+di+Tito+-+Antiga+Roma em Roma, erigido para celebrar a vitória, mostra soldados romanos carregando o menorá para fora de Jerusalém. Hoje, o candelabro faz parte do selo oficial do Estado de Israel.
A maioria das imagens do menorá foi feita após a destruição do templo, e se esta descoberta é realmente anterior, ela poderá ser uma representação próxima do original, disse o arqueólogo Aren Maeir.

"Se você tem um retrato do menorá do tempo do templo, as possibilidades são de que ele seja mais preciso e retrate o objecto propriamente dito", disse ele.

A RECONSTRUÇÃO DO TERCEIRO TEMPLO DE JERUSALÉM (HIPÓSE)

Este artigo publicado publicado pelo Jerusalém Post trata das preparações para a construção do terceiro Templo em Jerusalém. O projecto faz parte do Temple Institute fundado em 1987 com o explícito objectivo de recriar o Templo. Uma das coisas que eu achei interessante no texto é a passagem na qual fala que dos 613 mandamentos [mitzvot] da Torá, cerca de 202 necessitam do Templo para serem plenamente cumpridos. Poderíamos dizer que o judaísmo actual estaria manco de uma perna, caso necessitasse de três para se sustentar.
Eu tenho para mim que a construção do terceiro Templo será um fato inevitável. A comoção mundial, no entanto, que isso irá causar.... Não quero pensar nas consequências mas seguramente dividiria o mundo em dois grandes “MONSTROS IRRACIONAIS”. Para quem não sabe, no lugar onde o segundo templo estava instalado, se encontra--se hoje a mesquita muçulmana de Al-Aqsa!O texto cita o Rabbi Shlomo Carlebach, o qual afirmou que:
"Se nós somos o povo que se espera devemos ser, os muçulmanos irão vir até nós e dizer: por favor, construam o Templo"!
A Mesquita de Al-Aqsa situa-se na cidade de Jerusalém, mais concretamente na área da Cidade Antiga, na parte sul do Haram al-Sharif (o "Nobre Santuário"), terceiro local sagrado para o islão, depois de Meca e Medina (o judaísmo designa este espaço por Har ha-Bayit, Monte do Templo). É a maior mesquita de Jerusalém, tendo capacidade para receber cerca de cinco mil pessoas.
O nome Mesquita de Al-Aqsa traduz-se como "a mesquita distante" e alude a uma passagem do Alcorão na qual se descreve uma viagem nocturna do profeta Muhammad (Maomé) desde Meca à "mesquita distante" (al-masjid al-aqsa). Esta viagem é conhecida como Isra e embora não seja mencionada no Alcorão o nome de Jerusalém, as tradições islâmicas posteriores identificaram o local como o Monte do Templo em Jerusalém. De acordo a visão islâmica, a partir deste ponto Muhammad ascendeu ao céu (a Miraj) onde, dialogou com profetas como Moisésantes de se encontrar com Deus.

INTRODUÇÃO À ARQUEOLOGIA BÍBLICA

A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas, "archaios" e "logos", que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”. No entanto, o termo aplica-se, hoje, ao estudo de materiais escavados pertencentes a eras anteriores. A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.
A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica
A arqueologia é basicamente uma ciência. O conhecimento neste campo obtém-se pela observação e estudos sistemáticos, e os factos descobertos são avaliados e classificados num conjunto organizado de informações.
A arqueologia é também uma ciência composta, pois busca auxílio em muitas outras ciências, tais como a química, a antropologia e a zoologia. Naturalmente, alguns objectos de investigação arqueológica (tais como obeliscos, templos egípcios e o Partenon em Atenas) nunca estiveram desaparecidos. Outros têm sido encontrados como os manuscristo do Qunram, moedas, anforas, tabletes, pedras com escritos e um número sem fim de objectos que têm sido encontrados.
Funções da Arqueologia Bíblica
A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o significado de passagens mais dificeis da Bíblia, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.
A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. A arqueologia bíblica tem revelado algu
mas teorias incorrectas de interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exactidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e as narrativa dos patriarcas.

Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilónia e da Suméria que descrevem a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos.
A Questão de Antigas Cidades e Civilizações terem Desaparecido.
Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado de julgamentos de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações. 
As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Tais lugares eram extremamente raros no antigo Médio Oriente. Assim, se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terramoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território.
Nesta última circunstância, os habitantes poderiam concluir que os deuses tinham lançado sobre o local uma maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se, assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas camadas sobrepostas. Às vezes, o suprimento de água esgotava-se, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção - o que resultava no permanente abandono de um local.
A Escavação de um Sítio Arqueológico
O arqueólogo bíblico pode dedicar-se à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. Se a zona que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, o mais certo é que ele procure descobrir as camadas de ocupações relativas à narrativa bíblica. Ele pode estar à procura de uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi de facto identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará à procura de informações concernentes a personagens ou factos da história bíblica que o ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.
Uma vez que o arqueólogo tenha escolhido o local de busca, e tenha feito os acordos necessários (incluindo autorizações governamentais, financiamento, equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefactos aí encontrados, verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da história daquele local. Faz-se, em seguida, um mapa do contorno do sítio e escolhe-se o sector (ou sectores) a ser cavado durante uma sessão de escavações. Esses sectores são geralmente divididos em subsectores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas.
A Arqueologia e o Texto da Bíblia
Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz a menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela volta-se fundamentalmente para os textos da Bíblia.
O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do N.T. grego, datados a partir do II século da era cristã, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado na transmissão desde o terceiro século até hoje. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua autenticidade.
Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos, por exemplo, não evoluíram até à sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradualmente considerado divino pela tradição cristã. Na viragem do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma actual. B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egipto (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, que dão início à ciência relacionada com os papiros.
Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egipto, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto geral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do quarto século em diante, ajudando assim a formar uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais.
O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egipto pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 a.D.!
Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século - é exactamente isso que a tradição cristã conservadora lhe tem atribuído. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo dos eventos que registam e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo.
Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário, era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram da autoria ( palavras que não existima no seu tempo e que eles formularam) exclusiva dos apóstolos. Além disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa, e lançaram uma nova luz sobre outras que já eram bem entendidas.
Até recentemente, o manuscrito hebraico do A.T. de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no Outono de 1948, o mundo religioso e académico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região foram estudados e revelados ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperados. 
Não só material bíblico aí foi encontrado, foi também de carácter religioso e social ou cultura. Todos os livros do A.T., excepto Ester, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais frequentemente citados no N.T. também são mais comuns no Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronómio, Isaías e Salmos. Os rolos dos livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.
O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos a.C e a.D.). Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N.T.
Veja todas as fotos que apresentamos (neste blogue) do Qunram, são expectaculares e emocionantes!

NINIVE, BABILÓNIA E EBLA

NINIVE
Nínive foi a capital da Assíria que inspirou o terror em todo o antigo Médio Oriente por mais de 15 séculos. A Bíblia a chamou de "cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo e que não solta a sua presa" (Na 3:1). Foi contra ela que Jonas certa vez levantou sua pregação, que felizmente resultou na conversão do povo e do rei da época. Muitos duvidavam da existência de Nínive, que foi descoberta nas escavações arqueológicas de Austen H. Layard realizadas entre 1845 e 1857.
Quando Nínive estava no seu apogeu, e, portanto, no seu período de maior violência, outro profeta de Deus declarou: "[O Senhor] fará de Nínive uma desolação e terra seca como o deserto. No meio desta cidade repousarão os rebanhos e todos os animais em bandos alojar-se-ão nos seus capitéis tanto o pelicano como o ouriço; A voz das aves retinirá nas janelas, o monturo estará nos limiares, porque já lhe arrancaram o madeiramento de cedro" (Sf 2:13 e 14). Actualmente, os visitantes vêem apenas uma elevação de terreno que marca o lugar desolado da antiga Nínive. Além disso, ali pastam rebanhos de ovelhas até hoje, conforme fora predito.
C.C. Torrey foi professor da conceituada Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Em uma de suas entrevistas ele anunciou a publicação de um estudo que desmentiria completamente o livro de Ezequiel e o contexto histórico que o circundava. O título da obra, Pseudo-Ezekiel and the Original Prophecy (O Falso Ezequiel e a profecia original), já dava uma boa ideia de seu conteúdo minimalista.
Muitos correram para adquirir o best-seller, pois Torrey era, já, conhecido por publicar outros livros polémicos sobre a Bíblia. Ele e seus seguidores já haviam lançado dúvidas sobre o cerco de Nabucodonosor a Jerusalém, desacreditando, inclusive, que houvesse mesmo havido um "cativeiro babilónico" e um retorno dos judeus sob o governo de Ciro.

BABILÓNIA




Antes dele, outros cépticos oriundos do racionalismo e do iluminismo alemão tinham posto em dúvida a existência da própria cidade de Babilónia! Apesar de historiadores extra-bíblicos como Beroso e Heródoto a mencionarem em seus escritos, a cultura racionalista do século 18 parecia ter um fascínio em usar sua não descoberta como argumento para negar passagens da Bíblia que falavam da grande cidade. Foi preciso mais de um século de espera até que, em 1898, o arquitecto e arqueólogo alemão, Robert Koldewey, desenterrasse a cidade sob a colina de Hillah e provasse não somente sua existência, mas seu gigantesco tamanho em relação às proporções da época.
No caso de Torrey, entretanto, apenas oito anos após a publicação de seu livro, foi verificada a impropriedade daquilo que ele dizia (apesar de ser professor de Yale!). Uma equipe britânica estava escavando a impressionante elevação de Tell edh-Duweir, situada entre Debrum e Ascalom, quando perceberam que se tratava da antiga cidade de Laquis mencionada mais de vinte vezes no Antigo Testamento (Exemplo: Js 10:3, 5, 31-35; 12:11; 15:39; 2Rs 14:19; 18:14, 17; 2Cr 11:9; 25:27; 32:9; Ne 11:30; Is 36:2; Jr 34:7 etc). Sua evidência histórica já havia sido firmada desde o achado dos relevos de conquista do palácio de Senaqueribe, em Nínive. Mas sua localização ainda era uma incógnita.
A fortaleza encontrada em Tell edh-Duweir indicava claramente que, além do ataque assírio de Senaqueribe em 701 a.C., a cidade também sofrera, juntamente com outras cidadelas da Judéia, um massivo ataque seqüencial ocorrido nos dias de Nabucodonosor, o que aumentava a probabilidade de terem sido, realmente, os babilónios que saquearam a região, conforme o relato bíblico. A evidência estava tanto ali quanto em outras cidades escavadas na região como Eglon, Beth-shemesh, En Gedi, Gibeah e Arad.

EBLA
Outro grande achado arqueológico foi a descoberta dos Tabletes de Ebla, no norte da Síria em 1974. Dessa verdadeira biblioteca da antiguidade foram recuperadas 14 mil tabuinhas de argila datadas em torno de 2.300 a 2.000 anos a.C., que é justamente o tempo dos patriarcas. As tábuas descrevem uma cultura e um modo de viver similar ao registrado em Génesis entre os capítulos 12 e 50, o que comprova a acurada historicidade do Génesis. A descoberta dos arquivos de Ebla confirmou que a descrição do Génesis quanto a nomes de pessoas e cidades é bastante razoável e neles há bons exemplos de nomes e localidades do período patriarcal até então vistos somente na Bíblia. Entre esses figuram nomes próprios como Adão, Eva, Miguel, Israel, Noé (embora a decifração possa ter uma ou outra variante segundo os especialistas em escrita cuneiforme). Há também nomes de localidades como, por exemplo, a cidade de Sodoma (caso se aceite a interpretação de G. Petinnato, especialista em assiriologia). E, por fim, temos, possivelmente, uma transcrição abreviada do tetragrama sagrado (YHWH) que pode indicar a viabilidade histórica de Génesis 4:26.

DESCOBERTA SURPREENDENTE.

Autoridades do norte do Chipre, região ocupada por uma etnia de origem turca, afirmam ter apreendido uma Bíblia que terá cerca de 2000 anos. É usual haver passagem de artefactos antigos oriundos do antigo império egípcio, bem como das terras da palestina habitadas pelos judeus. Esta não é a primeira vez que documentos muito importantes relacionados especialmente com os textos Sagrados a serem encontrados em mãos de pessoas que pretendem obter muito dinheiro fazendo passar estes achados para o Ocidente.
Neste caso, um grupo já referenciado, tinha na sua posse um escrito siríaco antigo, língua que deriva do aramaico, idioma falado na Palestina no Iº século da era cristão e que Jesus falava. 
Os especialistas a nosso conhecimento ainda não realizaram um estudo aprofundado, sobre esta Bíblia de forma a datá-la com rigor. Pode-se no entanto afirmar pelas fotos que foram tiradas que a forma das gravuras a tinta dourada e a forma de caligrafia, indicam por si só, ser um documento dos primeiros séculos 

ARQUEOLOGIA BÍBLICA: FRAGMENTO DO EVANGELHO DE SÃO JOÃO

O Papyrus P52 da Biblioteca de Rylands, conhecido como o fragmento de São João, é um fragmento de papiro exposto na Biblioteca de John RylandsManchesterReino Unido.
O Papyrus P52 da Biblioteca de Rylands é o texto mais antigo que se conhece do Novo Testamento. Foi descoberto em 1920, no deserto do Médio Egipto, e tornou-se público em 1935.
As cavernas de Qumrán descobertas em 1947 por beduínos e cujas escavações iniciaram-se em 1950.
Entre 1962 e 1963 foi encontrado o Papiro de Wadi Daliyyat, conhecido pelo Papiro de Samaria, da época persa.
Em 1964 foi descoberto o Papiro de Ketej-Jericó da época persa-helenística.
Em 1991 foi descoberta a chamada Tumba de Caifás
Em 1993 foi descoberta a Estela deTel Dan
Trata-se duma pedra de basalto escuro que menciona a "Casa de Davi", com a inscrição bytdwd, (byt casa dwd Davi).
Em 1996 foi descoberta a inscrição de Ecrom (Tel Mikné) contendo o nome da cidade filisteia de Ecrom e uma lista dos seus reis.
Em 1997 foi descoberto o antigo mosteiro de Katisma.
Em 1998 foi descoberta a Sinagoga de Jericó datada do ano 75 a.C. (Ehud Netzer).
Em 2001 foi descoberta a Estela de Joás, rei de Judá.
Em 2007 foi encontrado o túmulo de Herodes.
Controvérsia
Há controvérsia quanto à veracidade de que a Septuaginta tenha mesmo existido como uma versão pré-cristã do Velho Testamento em grego, pois nunca foi encontrada nenhuma versão do Velho Testamento em grego datando antes de Orígenes (185 — 253 d.C)[1].
Mesmo Dr. Jones e Dr. Silva, defensores da Septuaginta e escritores do proeminente livro Invitation to Septuagint (Convite à Septuaginta), expressam, em duas ocasiões, a fragilidade que cerca o assunto[2] :
a) "The reader is cautioned, therefore, that there is really no such thing as the Septuagint" (O leitor é advertido, portanto, que na verdade não existe uma 'Septuaginta')
b) "Strictly speaking, there is no such thing as the Septuagint. This may seem like an odd statement in a book entitled Invitation to the Septuagint, but unless the reader appreciates the fluidity and ambiguity of the term, he or she will quickly become confused by the literature." (Estritamente falando, não existe uma 'Septuaginta'. Esta parece até uma declaração estranha num livro chamado Convite à Septuaginta, mas a menos que o leitor compreenda a fluidez e ambiguidade do termo, ele ou ela irá se confundir rapidamente pela literatura.

APÓSTOLO PAULO SEPULTADO EM ROMA

“Estou persuadido de que Ele tem poder para guardar o bem que me foi confiado”
Paulo (Saulo), judeu de Tarso, na Cilícia, e cidadão romano, chamado por Jesus para ser um dos apóstolos quando se dirigia a Damasco para organizar a perseguição contra os cristãos, está sepultado em Roma. Ele chegou à capital do Império na primavera de 63, prisioneiro, para ser submetido ao julgamento de Nero, ao qual apelara, enquanto cidadão romano, depois de sua prisão em Jerusalém, em 58, acusado por alguns judeus de ter ultrajado a lei de Moisés. A viagem de Paulo é descrita por Lucas, que o acompanhou, nos Atos dos Apóstolos (Act. 27, 1-44): de navio até Malta, chegando primeiro às ilhas de Chipre e de Creta, depois a Siracusa, Régio e Putéoli, ou seja, por toda a Via Ápia até Forum Appi (perto deTerracina) e as Tres Tabernae (Pizzo Cardinale, a poucos quilômetros da atual Cisterna), localidades nas quais vieram a seu encontro os cristãos de Roma, para, enfim, chegar à Urbe. Na capital do Império, ficou sob custodia militaris (ou seja, livre para morar em sua casa, mas sob a vigilância de um soldado), à espera do processo, que provavelmente não se realizou, pois seus acusadores não se apresentaram em Roma. Uma tradição indica como morada de Paulo um edifício no Tibre, onde hoje vemos a igreja de São Paulo em Regra (as pesquisas arqueológicas realizadas até hoje confirmam aí a existência de edificações romanas do final do século I d.C.); houve quem quisesse indicar uma outra residência do apóstolo, num período seguinte, perto na domus de Áquila e Priscila, no Aventino, lugar em que hoje vemos a igreja dedicada a Santa Prisca. No ano de 66 ou 67, quando foi processado e condenado ao martírio por decapitação. Algumas das palavras do apóstolo dirigidas a Timóteo testemunham o seu sentimento de abandono e sua solidão: “Demas me abandonou por amor do mundo presente. Ele partiu para Tessalónica” (2Tm 4, 10); “Somente Lucas está comigo” (2Tm 4, 11); “Na primeira vez em que apresentei a minha defesa ninguém me assistiu, todos me abandonaram. Que isto não lhes seja imputado” (2Tm 4, 16). Há três anos foi encontrado um sascófago na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, uma equipa de arqueólogos desde então (2006) têm desenvolvido um aturado trabalho com os mais sofisticados meios para datar os ossos que aí foram encontrados.
A confirmação foi feita domingo à tarde (28/06/2009) pelo Papa Bento XVI: "No sarcófago de pedra que nunca antes tinha sido aberto foi descoberto material e restos de ossos humanos com a ajuda de uma sonda introduzida por um pequeno orifício. Tudo parece confirmar a tradição unânime e incontestada de que são os restos do apóstolo Paulo. Esta descoberta comove-nos profundamente."

CATACUMBAS DE ROMA: DESCOBERTA A MAIS A ANTIGA IMAGEM DE S. PAULO COM 1.700 ANOS



Arqueologistas descobriram o que acreditam ser a imagem mais antiga de São Paulo. (Foto: Reprodução/Osservatore Romano )
Arqueologistas do Vaticano descobriram o que acreditam ser a imagem mais antiga ainda existente do Apóstolo São Paulo. Datada do século IV, ela foi encontrada nas paredes de catacumbas sob Roma. O jornal do Vaticano Osservatore Romano, ao revelar a descoberta no domingo, publicou a fotografia de uma imagem pintada em afresco de um rosto masculino com barba preta e uma auréola brilhante sobre um fundo vermelho. Especialistas da Comissão Pontífice para Arqueologia Sagrada fizeram a descoberta em 19 de Junho nas Catacumbas de Santa Tecla em Roma e a descreveram como "o mais antigo ícone da história dedicado ao culto do Apóstolo", de acordo com o jornal do Vaticano. São Paulo e São Pedro são reverenciados pelos cristãos como os maiores missionários da antiguidade. Os cristãos dos tempos antigos em Roma enterravam seus mortos em catacumbas cavadas nas pedras sob a cidade e decoravam as paredes subterrâneas com imagens de devoção.

O TERRAMOTO DE LISBOA (1755) NA PROFECIA BÍBLICA

A profecia não somente prediz a maneira e objectiva da vinda de Cristo, mas apresenta sinais pelos quais os homens podem saber quando a mesma está próxima. Disse Jesus: "Haverá sinais no Sol, na Lua, e nas estrelas." Luc. 21:25. "OSol escurecerá, e a Lua não dará a sua luz. E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão no céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória." Mar. 13:24-26.
O profeta do Apocalipse assim descreve o primeiro dos sinais que precedem o segundo advento: "Houve um grande tremor de terra; e o Sol tornou-se negro como saco de cilício, e a Lua tornou-se como sangue." Apoc. 6:12.
Estes sinais foram testemunhados antes do início do século XIX. Em cumprimento desta profecia ocorreu no ano 1755 o mais terrível terramoto que já se registou. Posto que geralmente conhecido por terramoto de Lisboa, estendeu-se pela maior parte da Europa, África e América do Norte. Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na Ilha da Madeira, na Noruega e Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda. Abrangeu uma extensão de mais de dez milhões de quilómetros quadrados. Na África, o choque foi quase tão violento como na Europa. Grande parte da Argélia foi destruída; e, a pequena distância de Marrocos, foi tragada uma aldeia de oito ou dez mil habitantes. Uma vasta onda varreu a costa da Espanha e da África, submergindo cidades, e causando grande destruição.
Foi na Espanha e Portugal que o choque atingiu a maior violência. Diz-se que em Cádiz as ondas tiveram a altura de vinte metros. Montanhas, "algumas das maiores de Portugal, foram impetuosamente sacudidas, como que até aos fundamentos; e algumas delas se abriram nos cumes, os quais se partiram e rasgaram de modo maravilhoso, sendo delas arrojadas imensas massas para os vales adjacentes. Diz-se terem saído chamas dessas montanhas". – Princípios de Geologia, Sir Charles Lyell.
Em Lisboa, "um som como de trovão foi ouvido sob o solo e imediatamente depois violento choque derribou a maior parte da cidade. No lapso de mais ou menos seis minutos, pereceram sessenta mil pessoas. O mar a princípio se retirou, deixando seca a barra; voltou então, levantando-se doze metros ou mais acima de seu nível comum". "Entre outros acontecimentos extraordinários que se refere terem ocorrido em Lisboa durante a catástrofe, esteve o soçobro do novo cais, construído inteiramente de mármore, com vultosa despesa. Grande número de pessoas ali se ajuntara em busca de segurança, sendo um local em que poderiam estar fora do alcance das ruínas que tombavam; subitamente, porém, o cais afundou com todo o povo sobre ele, e nenhum doscadáveres jamais flutuou na superfície." – Lyell."
O choque" do terramoto "foi instantaneamente seguido da queda de todas as igrejas e conventos, de quase todos os grandes edifícios públicos, e de mais da quarta parte das casas. Duas horas depois, aproximadamente, irromperam incêndios em diferentes quarteirões, e com tal violência se alastraram pelo espaço de quase três dias, que a cidade ficou completamente desolada. O terramoto ocorreu num dia santo, em que as igrejas e conventos estavam repletos de gente, muito pouca da qual escapou." – Enciclopédia Americana, art. Lisboa.
"O terror do povo foi indescritível. Ninguém chorava; estava além das lágrimas. Corriam para aqui e para acolá, em delírio, com horror e espanto, batendo no rosto e no peito, exclamando: ‘Misericórdia! É o fim do mundo!’ Mães esqueciam-sede seus filhos e corriam para qualquer parte, carregando crucifixos. Infelizmente, muitos corriam para as igrejas em busca de protecção; mas em vão foi exposto o sacramento; em vão as pobres criaturas abraçaram os altares; imagens, padres e povo foram sepultados na ruína comum." Calculou-se que noventa mil pessoas perderam a vida naquele dia fatal.

AS MOEDAS (NUMISMÁTICA) E POMPEIA

TEMOS BILHETE DE ENTRADA, ENTREMOS NESTA CIDADE
ENCANTADORA E SILENCIOSA.
A história de Pompeia perde-se no tempo, em linhas resumidas, podemos dizer que as suas origens são tão antigas como as de Roma, a sua história remonta ao VIII século antes de Cristo.
Situa-se num lugar de passagem obrigatório entre o Norte e o Sul, entre o mar e as ricas planícies do interior, Pompeia torna-se rapidamente uma encruzilhada de caminhos com um porto muito importante, e por esta razão, cobiçada de todos os poderes vizinhos.
O inimigo principal no entanto, é um "leão" que dorme, o vulcão de seu nome Vesúvio. Entretanto, o povo trabalha afanosamente nos campos, o comércio multiplica-se, os ricos tem os seus esplendorosos palácios, os artistas dão azo à sua veia criadora. Um dia o Vulcão começou a dar sinais de vida, o povo assustou-se, as coisas acalmaram e depressa tudo voltou à normalidade.
A História relata que alguns, especialmente cristãos, procuraram outras paragens, foram considerados "pobres de espírito" e a vida parou: o padeiro foi soterrado pelas cinzas enquanto tirava o pão do forno, o sapateiro enquanto preparava luxuosos sapatos, o taberneiro enquanto recebia moedas dos seus clientes, os ricos à sombra dos seus magníficos jardins interiores, etc...
É emocionante caminhar por estas ruas "despertadas" por Giuseppe Fiorelli em 1860. Trabalho continuado nas décadas seguintes. Em 1909, Vittorio Spinazzola continuou o trabalho, com especial ênfase na recuperação dos edificios. Estes trabalhos continuaram e deste modo nos nossos dias ao caminharmos pelas ruas temos a impressão de uma cidade que está a despertar de um sono de 2.000 anos.
A entrada principal da cidade de Pompeia, vendo-se o Vesúvio ao fundo.
Vista aérea da cidade em realce a zona do forum rodeado dos principais monumentos. Confronte esta foto com a imagem da cidade tendo o Vesúvio ao fundo.
A réplica de um condutor de mulas.
A Via (rua) e a Torre de Mercúrio.
O Templo da Fortuna Augusta tal como aparece hoje.
Uma das Ruas de Mercúrio - dirige-se para o Templo.
A via e a tore de Mercúrio, avista-se o Arco de Calígula tal como ele era.
Os trabalhos em POMPEIA, colocaram a descoberto uma sociedade tal como ela vivia há dois mil anos. Esta sociedade de uma hora para a outra foi enterrada sobre as cinzas do activo vulcão Vesúvio. Tudo foi guardado como num cofre-forte durante centenas de anos, os mais reputados cientistas e operários fizeram renascer: as casas, a sede do governo, os edifícios públicos, as ruas, os locais de culto e de divertimento, tal como era no primeiro século da nossa era.
Qualquer internauta pode ter acesso a fotos, à história e a mil e uma coisa que estão ao alcance de um clique. A nós que visitamos estas duas cidades POMPEIA e STABIAE SORRENTUM, soterradas no ano 79 E.C. há aqui muitos motivos de interesse para os estudiosos da Bíblia, tais como pinturas, utensílios, inscrições nas paredes, vamos dar realce a duas pequenas moedas que aí foram encontradas aos milhares!















A via e a torre de Mercúrio, vista do arco de Calígula tal como era na época.












Termas do Forum








O "Calidarium" e o "Frigidarium".













Casa do Poeta tragico.



Esta é uma reprodução fiel da casa do poeta. Vê-se o átrio, o patio com jardim, tal como eram há dois mil anos.







O exterior da Casa dos mistérios ou dos cultos.







O interior da Casa dos Mistérios.









Pinturas nas Casa dos Mistérios: pinturas consideradas das mais importantes da antiguidade.
(deixamos este detalhe, existem muitas pinturas ou frescos).









A Via Mercúrio, vista da Torre de Mercúrio.










Termas de Stabies











Termas de Stabies. O vestuário ("apodyterium") com os assentos e os nichos para as roupas.















Vista aérea da zona do Fórum Triangular e dos teatros







O Pequeno Teatro: local onde eram apresentados pequenos espetáculos










Uma escultura feita a partir do original de uma vítima da lava do Vesúvio.













As vítimas do "muro".
As moedas são das peças mais valiosas em termos de Arqueologia Bíblica, elas tem imagens, inscrições, nomes, datas e um sem número de informações preciosas.
As moedas foram introduzidas na Palestina por Pompeu no ano 63 a.J.C., mas as moedas gregas que tinham sido anteriormente introduzidas continuavam a circular. Além disso os Judeus também cunhavam as suas próprias moedas, assim, temos no Novo Testamento moedas de diferentes origens.
Os Evangelhos mencionam cinco moedas de origem grega. Duas delas, o “talento” e a “mina” eram em prata, no entanto os “talentos” e as “minas” em ouro eram também muito usadas nesta época. Referência ao talento (Mateus 18:24; 25:15-30). A mina, moeda em prata (Lucas 19:13). As outras eram de menos valor. Uma chamada de “moeda de prata” era a dracma (Lucas 15:8,9). Havia a prata do tributo, moeda que valia o dobro da dracma ou “duas dracamas” (Mateus 17:24) e por fim (Mateus 17:27) a moeda chamada “estáter” que valia mais ou menos o dobro da anterior.
Há ainda outras moedas que deixamos as referências bíblicas (o “denário” - Mateus 18:28; 20:2,9,10,13; o “centavo” - Mateus 5:26; o “asse” – Mateus 10:29; Lucas 12:6; o “quadrante” – Marcos 12:42).
Na realidade, as moedas romanas constituíam a moeda principal da Judeia. Saliente-se mandada cunhar por Tibério e que foi usada para “pagar” a traição feita por Judas a Jesus (Mateus 26:14-16;27:5) “e pagaram-lhe trinta moedas de prata”. Esta moeda de prata de Tibério tinha a esfinge do imperador e a legenda “TI. CAESAR DIVI AVG. F. AVGVSTVS” de um lado, e do outro “PONTIF. MAXIM”. Ou seja “Tibério César Augusto, filho do divino Augusto” e “Pontifex Maximus”.
Os Judeus eram muito adversos a estas moedas e cunhavam as suas próprias moedas. As moedas especiais e das últimas datam do ano 66-70 e isto apresenta um interesse particular. Esta data, coincide com a sua revolta de 66 a 70 da nossa era, foi no ano 70 que o General Titus entra em Jerusalém e o Templo é incendiado e dá-se o inicio do fim do povo judeu, que voltam a ter um esboço de rebelião nos anos 132-135 e terminam dispersos por todo o Império Romano.
Ora entre as moedas judaicas que aparecem surgem as últimas a serem cunhadas. As moedas e as suas legendas estarão no final desta apresentação de POMPEIA.
Estas moedas foram encontradas foram encontradas em Pompeia. Como dissemos anteriormente, cunhadas entre o ano 66-70, tendo em conta que o Vulcão atingiu Pompeia no ano 79, pode-se deduzir a presença de judeus em Pompéia e seguramente de cristãos dispersos a partir do ano 34 da nossa era. Esta perseguição foi movida por Saulo de Tarso e a primeira vítima foi Estevão (Actos 6:8-15).
A face desta moeda tem a seguinte legenda "Siclo de Israel, Ano I" data da primeira rebelião judaica. No versus pode ler-se "Jerusalem a Santa". Estas moedas encontram-se no British Museum.
Os símbolos também falam da esperança do povo - apesar de serem neutros em termos de idolatria - Um cálice, simbolo de vida e três romãs envolvem a legenda "Santa Jerusalém".

MARCOS 8:38


Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.













MAPAS DE ISRAEL





NOVAMENTE EM QUNRAM

O ANTIGO TESTAMENTO: é composto de 39 livros que constituem os escritos sagrados - ou as Escrituras - do povo Judeu e da sua religião, o judaismo. Eles escreveram em hebreu e em aramaico, as duas linguas antigas dos judeus. Certos escritos são tão antigos que se ignora quase tudo sobre a sua origem. Os escribas judeus faziam de tempos a tempos novas cópias dos seus livros sagrados. Mas os documentos conservam-se mal num clima como este dos países bíblicos, de maneira que poucos manuscritos deste tempo foram encontrados.
Em 1947, os mais antigos textos do Velho Testamento hebraico datavam do 9º e do 10º século da nossa era. Tratavam-se de cópias dos cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco. Em 1947, foi feita a mais extraordinaria descoberta de manuscritos provenientes da biblioteca da comunidade judaica que vivia no Qunram, perto do Mar Morto, comunidade existente no tempo de Jesus. Estes manuscritos tem mil anos mais que os datados do século 9º e 10º da nossa era. Entre estes manuscritos do Mar Mortoo, havia cópias de todos os livros do Antigo Testamento, excepção ao livro de Ester.

Estes manuscritos do Qunram são muito importantes porque eles contêm essencialmente o mesmo texto que os do 9º e 10º século da nossa era. Ou seja, eles confirmam que o texto do Antigo Testamento não mudou durante um período de mais de mil anos. Os copistas trabalharam com tanto cuidado que não se encontra erros ou modificações. É verdade, que nalgumas passagens se encontram expressões diferentes, não por isso, modificação do sentido. Por vezes não é possível descobrir o sentido exacto de certas palavras hebraicas, pelo facto de estarem gastas ou as expressões que no século 9º da nossa era já não existiam. Por estas razões estudiosos das línguas bíblicas; persa, egípcias, hebraicas e gregas, realizam um trabalho notável, com relevo para a Universidade de Jerusalém.

MAPA (croqui) do sítio do Qunram.

Fotos do acidentado terreno em que vivia este povo (conhecidos por essénios) onde foram encontrados os manuscritos.



Vemos nestas fotos os lugares dentro das grutas onde foram preservados os potes contendo os manuscristos.














O Qunram, é um lugar assombroso, provoca vertigens na alma ao mais experimentado nestas coisas.


Ficamos com um sentido do sagrado e profundamente invadidos pela reverência, isto passa-se não só ao nivel dos crentes, ver descrentes.

DEPOIS DE ESCRITO O APOCALIPSE, INICIA-SE A epoca  CRISTÃ

ESTAS IMAGENS REPRESENTAM COM FIDELIDADE O CASTIGO APLICADO AOS CRISTÃOS/JUDEUS QUE NÃO ACEITASSEM SEGUIR A TRADIÇÃO. A SIMPLES DENUNCIA ERA O BADALO DO SINO DA TORRE DA IGREJA A ANUNCIAR "FESTA" UM HEREGE, IRIA DAR ESPECTÁCULO NA FOGUEIRA PARA QUEM QUISESSE ASSISTIR. A MULTIDÃO ACLAMAVA O QUE A "SANTA IGREJA" FAZIA, TAL COMO ACLMARAM QUANDO JESUS FOI CONDENADO À CRUCIFIXÃO. FICAM ALGUMAS IMAGENS "NORMAIS" DESTE PERCURSO 538 ATÉ LUTERO 1517. O PIOR ESTAVA AIND APARA VIR... SERÁ QUE TERMINOU?





A IDADE MÉDIA: este é um período negro da História, não é agradável falar destes séculos que tiveram incicio com a predominancia da Igreja Católica que se tornou Romana. Se até então os cristãos eram perseguidos pelos pagãos, a partir de então e durante séculos foram cristãos a perseguir, queimar, enforcar, lançar às feras no Coliseu Romano, ao ponto de perderem a originalidade de matar. Estas são algumas fotos (gráficos) esta época e o alvorecer de um novo amanhecer que foi a REFORMA.

A DEUSA DA RAZÃO. A REVOLTA DOS NOBRES DE FRANÇA CONTRA A REALEZA MAS TAMBÉM, CONTRA A SOBERANIA DA IGREJA CATÓLICA ROMANA, QUE IMPÔS DURANTE MUITOS SÉCULOS UM TEMPO DE ESCURIDÃO ESPIRITUAL, BASEADO NA TRADIÇÃO E NA SUPREMACIA PAPAL.

SINAIS DO FIM:

O GRANDE TERRAMOTO DE LISBOA, EM 1755, E PRELÚDIO DOS SINAIS PROFÉTICOS APRESENTADOS POR CRISTO COMO "O PRINCÍPIO DAS DORES" E QUE ANTECEDERIAM O FIM DE TODAS AS COISAS


A QUEDA DAS ESTRELAS, TAL COMO FOI PREDITO POR JESUS COMO UM DOS SINAIS DO FIM.


ÓDIO CONTRA A PALAVRA DE DEUS:

O Concílio de Trento, realizado de 1545 a 1563, foi o 19º concílio ecuménico.
É considerado um dos três concílios "fundadores" da Igreja Católica[1].
Foi convocado pelo Papa Paulo III para assegurar a unidade da  (sagrada escritura histórica) e a disciplina eclesiástica, no contexto da reacção da Igreja Católica à divisão então vivida na Europa quanto à apreciação da Reforma Protestante, razão pela qual é denominado como Concílio da Contra-Reforma.


REPRESENTAÇÃO DA EXCOMUNHÃO DE WYCLIF, INICIADOR DA REFORMA EM GENEBRA.

GENTE SIMPLES, GENTE NOBRE "MAIS IMPORTA OBEDECER A DEUS QUE AOS HOMENS". ESTE É UM POVO, SÃO CRIANÇAS, SÃO JOVENS, SÃO MULHERES, VELHOS, GENTE QUE TEM POR DEFEITO AMAR A PALAVRA DE DEUS.

CRENTES SEGUIDORES DAS SAGRADAS ESCRITURAS, REFUGIAVAM-SE E VIVIAM NAS GRUTAS EM TORRE PELLICE - NORTE DE ITÁLIA. PREGADORES PREGAVAM A CRISTO COMO ÚNICO SALVADOR E INTERCESSOR.
A IGREJA DO DESERTO - COMO É MENCIONADA NO LIVRO DO APOCALIPSE - REUNIA-SE EM LUGARES ESCONDIDOS. ESTES ESPALHAVAM-SE PELAS MONTANHAS DO SUL
DE FRANÇA.


JOÃO HUSS, PREGADOR DA BOÉMIA DO SUL, 1369, CONDENADO PELO CONCÍLIO DE CONSTANÇA, FOI QUEIMADO VIVO.

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