Em Busca do Jesus historico
Há provas arqueológicas de que Jesus realmente Existiu?
Vamos a elas:
A Epístola de Publius Lentullus (Públio Lêntulo) ao Senado:
Esta descrição foi retirada de um manuscrito da biblioteca de Lord Kelly, anteriormente copiada de uma carta original de Públio Lêntulo em Roma. Era costume dos governadores romanos relatar ao Senado e ao povo coisas que ocorriam em suas respectivas províncias no tempo do imperador Tiberio César. Públio Lêntulo, que governou a Judéia antes de Pôncio Pilatos, escreveu a seguinte epístola ao Senado relativo ao Nazareno chamado Yeshua (Jesus), no princípio das pregações:
"Apareceu nestes nossos dias um homem, da nação Judia, de grande virtude, chamado Yeshua, que ainda vive entre nós, que pelos Gentios é aceito como um profeta de verdade, mas os seus próprios discípulos chamam-lhe o Filho de Deus - Ele ressuscita o morto e cura toda a sorte de doenças. Um homem de estatura um pouco alta, e gracioso, com semblante muito reverente, e os que o vêem podem amá-lo e temê-lo; seu cabelo é castanho, cheio, liso até as orelhas, ondulado até os ombros onde é mais claro. No meio da cabeça os cabelos são divididos, conforme o costume dos Nazarenos. A testa é lisa e delicada; a face sem manchas ou rugas, e avermelhada; o nariz e a boca não podem ser repreendidos; a barba é espessa, da cor dos cabelos, não muito longa, mas bifurcada; a aparência é inocente e madura; seus olhos são acinzentados, claros, e espertos - reprovando a hipocrisia, ele é terrível; admoestando, é cortês e justo; conversando é agradável, com seriedade. Não se pode lembrar de alguém tê-lo visto rir, mas muitos o viram lamentar. A proporção do corpo é mais que excelente; suas mãos e braços são delicados ao ver. Falando, é muito temperado, modesto, e sábio. Um homem, pela sua beleza singular, ultrapassa os filhos dos homens".
A carta de Pontius Pilate (Pôncio Pilatos) para Tiberius Caesar (Tibério César)
Este é um reimpresso de uma carta de Pôncio Pilatos para Tibério César que descreve a aparência física de Jesus. As cópias estão na Biblioteca Congressional em Washington, D.C. É bem provável que tenha sido escrita nos dias que antecederam a crucificação.
PARA TIBÉRIO CÉSAR:
"Um jovem homem apareceu na Galiléia que prega com humilde unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temendo que seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas meus temores foram logo dispersados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado numa árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Me falaram que era Jesus. Este eu pude facilmente ter identificado tão grande era a diferença entre ele e os que estavam lhe escutando. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam a sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos de idade. Nunca havia visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a lhe interromper com a minha presença, continuei meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar. Depois, meu secretário informou nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele me contou que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim nós lhe estendemos a nossa proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso".
"...Depois, escrevi a Jesus lhe pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu estava em meu passeio matutino e ao deparar com ele meus pés pareciam estar presos com uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranqüilo. Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não havia nada nele que fosse rejeitável, nem no seu caráter, contudo eu sentia temor na sua presença. Eu lhe falei que havia uma simplicidade magnética sobre si e que a sua personalidade o elevava bem acima dos filósofos e professores dos seus dias.
Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para lhe escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranqüilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus.
Seu criado mais obediente,
Pôncio Pilatos
O Volume Archko:
Outra descrição de Jesus foi encontrada em "O Volume Archko" que contém documentos de tribunais oficiais dos dias de Jesus. Esta informação confirma que Ele veio de segmentos raciais que tiveram olhos azuis e cabelos dourados (castanhos claros). No capítulo intitulado "A Entrevista de Gamaliel" está declarado relativo ao aparecimento de Jesus (Yeshua):
"Eu lhe pedi que descrevesse esta pessoa para mim, de forma que pudesse reconhece-lo caso o encontrasse. Ele disse: 'Se você o encontrar [Yeshua] você o reconhecerá. Enquanto ele for nada mais que um homem, há algo sobre ele que o distingue de qualquer outro homem. Ele é a "cara da sua mãe", só não tem a face lisa e redonda. O seu cabelo é um pouco mais dourado que o seu, entretanto é mais queimado de sol do que qualquer outra coisa. Ele é alto, e os ombros são um pouco inclinados; o semblante é magro e de uma aparência morena, por causa da exposição ao sol. Os olhos são grandes e suavemente azuis, e bastante lerdos e concentrados....'. Este judeu [Nazareno] está convencido ser o messias do mundo. [...] esta é a mesma pessoa que nasceu da virgem em Belém há uns vinte e seis anos atrás..."
- O Volume de Archko, traduzido pelos Drs. McIntosh e Twyman do Antiquário Lodge, em Genoa, Itália, a partir dos manuscritos em Constantinopla e dos registros do Sumário do Senado levado do Vaticano em Roma (1896) 92-93
Flavio Josefo, historiador judeu, em "Antiguidades dos Judeus" ELE É UM FAMOSO HISTORIADOR - Historiador que se preze, conhece a autenticidade dele.
Esta é uma citação de Flavio Josefo, em suas escritas históricas do primeiro-século intituladas, "Antigüidades dos Judeus" Livro 18, Capítulo 2, seção 3:
" Agora havia sobre este tempo Jesus, um homem sábio, se for legal chamá-lo um homem; porque ele era um feitor de trabalhos maravilhosos, professor de tais homens que recebem a verdade com prazer. Ele atraiu para si ambos, muitos judeus e muitos Gentios. Ele era o Cristo. E quando Pilatos, à sugestão dos principais homens entre nós, o tinha condenado à cruz, esses que o amaram primeiramente não o abandonaram; pois ele lhes apareceu vivo novamente no terceiro dia, como os profetas divinos tinham predito estas e dez mil outras coisas maravilhosas relativas a ele. E a tribo de cristãos, assim denominada por ele, não está extinta neste dia".
Também encontramos em Josefo uma alusão a Tiago, o irmão de Jesus. Em Antigüidades XX9:1 ele descreve a conduta do sumo-sacerdote Anano:
"Mas o jovem Anano, que, como já dissemos, assumia a função de sumo-sacerdote, era uma pessoa de grande coragem e excepcional ousadia; era seguidor do partido dos saduceus, os quais, como já demonstramos, eram rígidos no julgamento de todos os judeus. Com esse temperamento, Anano concluiu que o momento lhe oferecia uma boa oportunidade, pois Festo havia morrido, e Albino ainda estava a caminho. Assim, reuniu um conselho de juízes, perante o qual trouxe Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, junto com alguns outros, e, tendo-os acusado de infração à lei, entregou-os para serem apedrejados".
Cornélio Tácito, historiador romano
Cornélio Tácito foi um historiador romano que viveu entre aproximadamente 56 e 120 DC. Acredita-se que tenha nascido na França ou Gália numa família aristocrática provinciana. Ele se tornou senador, um cônsul, e eventualmente o governador da Ásia. Tácito escreveu pelo menos quatro tratados históricos. Por volta de 115 DC, publicou Anais nos quais declara explicitamente que Nero perseguiu os cristãos para chamar atenção para longe de si do incêndio de Roma em 64 DC. Naquele contexto, ele menciona Cristo que foi pôsto a morte por Pôncio Pilatos:
Christus: Anais 15.44.2-8
"Nero fixou a culpa e infligiu as torturas mais primorosas em uma classe odiada para as suas abominações, chamados pela plebe de cristãos. Cristo, de quem o nome teve sua origem, sofreu a máxima penalidade durante o reinado de Tibério às mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição mais danosa, assim conferidas para o momento, novamente falida não só na Judéia, a primeira fonte do mal, mas até mesmo em Roma..."
Reparem que em todas as cartas que descrevem a aparencia de Jesus, sua descrição é extremamente identica uma à outra. Cabelo Dourado (castanho claro), Olhos acinzentados (levemente azuis), Rosto e testa lisa (parecido com sua mãe) porte alto e "magro", barba... e o principal que foi citada em todas: Ele era muito diferentes dos outros Judeus. Era fácil notar a diferença. Bastaria olhar e saberia quem era Jesus.
Luciano de Samosata:
Foi um escritor satírico do século segundo, tendo zombado de cristo e dos cristãos. Luciano relacionou os cristãos com as sinagogas da Palestina e referiu-se a Cristo como
"... o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo... Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou".
Luciano também menciona várias vezes os cristãos em Alexandre, o Falso Profeta, seções 25 e 29.
Suetônio (120 A.D.)
Um outro historiador romano, oficial da corte de Adriano, escritor dos anais da Casa Imperial, diz:
"Como os judeus, por instigação de Chrestus (uma outra forma de escrever Christus), estivessem constantemente provocando distúrbios, ele os expulsou de Roma".
Vida de Cláudio
Escreve também:
"Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma supertição nova e maléfica".
Vidas dos Césares
Plínio segundo, Plínio Jovem:
Governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 A.D.), Plínio escreveu ao imperador Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os cristãos.
Na carta ele explicava que vinha matando homens e mulheres, meninos e meninas. Eram tantos os que estavam sendo mortos que tinham dúvidas se deveria continuar matando todos os que se descobrisse serem cristãos ou apenas determinados cristãos. Ele explicou o que fizera os cristãos se curvarem perante as estátuas de Trajano. Prossegue dizendo que ele também "os fez aladiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer". Na mesma carta ele fala das pessoas que estavam sendo julgadas: "Eles afirmavam, no entanto, que sua única culpa, seu único erro, era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo".
Epístolas X.96 Tertuliano:
Jurista e teólogo de Cartago, ao fazer em 197 A.D. uma defesa do cristianismo perante as autoridades romanas na África, Tertuliano menciona a correspondência trocada entre Tibério e Pôncio Pilatos:
"Portanto naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo. O Senado, por não haver dado a ele próprio a aprovação, rejeitou a proposta. César manteve sua opinião, fazendo ameaças contra todos os acusadores dos cristãos". Apologia, V.2
Talo, o historiador samaritano
Talo, que escreveu em 52 A.D. é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo. No entanto, seus escritos se perderam, e deles temos conhecimento só através de peqeunas citações feitas por outros escritores. Um desse é Júlio Africano, um escritor cristão que viveu por volta de 220 A.D. Um trecho bem interessante diz respeito a um comentário feito por Talo. Júlio Africano escreve:
"Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol - o que me parece ilógico (é claro que é ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na época da lua cheia da Páscoa que Cristo morreu)."
"Na Crucificação de Jesus, o mundo inteiro foi atingido por uma profunda treva... As pedras foram rasgadas por um terremoto, muitos lugares na Judéia e outros distritos foram afetados".
Assim, a partir dessa citação percebemos que o relato dos Evangelhos acerca das trevas que se abateram sobre a terra por ocasião da crucificação de cristo era bem conhecido, e exigia uma explicação naturalista por parte daqueles não-crentes que haviam testemunhado o acontecimento.
Flêgão, um historiador do primeiro século:
Suas crônicas se perderam, mas um pequeno trecho dessa obra, que confirma a escuridão sobre a terra na hora da crucificação. também é mecionado por Júlio Africano. Depois de comentar a opinião ilógica de talo sobre a escuridão, Júlio Africano cita Flêgão:
"Durante o tempo de Tibério César, ocorreu um eclipse do sol durante a lua cheia".
Flêgão também é mencionado por Orígenes em Contra Celso (Livro 2, seções 14, 33, 59).
Filopão (De opif.mund.II 21) diz:
"E sobre essas trevas... Flêgão meciona-as em Olimpiadas (o título do livro que escreveu)".
Ele diz que:
"Flêgão mencionou o eclipse que aconteceu durante a crucificação do Senhor Jesus Cristo e não algum outro eclipse; está claro que ele não tionha conhecimento, a partir de suas fontes, de qualquer eclipse (semelhante) que tivesse anteriormente ocorrido... e isso se vê nos próprios relatos históricos sobre Tibério César".
A Carta de Mara Bar-Serapião:
F. F. Bruce assinala:
"... no museu britânico um interessante manuscrito que preserva o texto de uma carta escrita um pouco depois de 73 A.D., embora não possamos precisar a data. Esta carta foi enviada por um sírio de nome Mara Bar-Serapião a seu filho Serapião. Na época Mara Bar-Serapião estava preso, mas escreveu para incentivar o filho na busca de sabedoria, tendo ressaltado que os que perseguiram homens sábios foram alcançados pela desgraça. Ele dá o exemplo de Sócrates, Pitágoras e Cristo:
´Que vantagens os atenienses obtiveram em condenar Sócrates à morte? Fome e peste lhes sobrevieram como castigo pelo crime que cometeram.`
´Que vantagem os habitantes de Samos obtiveram ao pôr fogo em Pitágoras? Logo depois sua terra ficou coberta de areia.`
´Que vantagem os judeus obtiveram com a execução de seu sábio Rei? Foi logo após esse acontecimento que o reino dos judeus foi aniquilado.`
Com justiça Deus vingou a morte desses três sábios:
* Os atenienses morreram de fome;
* Os habitantes de Samos foram surpreendidos pelo mar;
* Os judeus, arruinados e expulsos de sua terra, vivem completamente dispersos.
Mas...
* Sócrates não está morto; ele sobrevive nos ensinos de Platão.
* Pitágoras não está morto; ele sobrevive na estátua de Hera.
* Nem o sábio Rei está morto; Ele sobrevive nos ensinos que deixou...".
Justino Mártir:
Por volta de 150 A.D., Justino Mártir, ao escrever a Defesa do Cristianismo, enviada ao imperador Antonio Pio, sugere ao imperador que consulte o relato de Pilatos, o qual Justino supunha que devia estar guardado nos arquivos imperiais. Ele diz que as palavras "transpassaram meus pés e mãos" são uma descrição dos cravos que prenderam suas mãos e pés na cruz; e depois de o crucificarem, aqueles que o crucificaram sortearam suas roupas e dividiram-nas entre si. E se tais coisas assim aconteceram, poderás verificar nos ´Atos` que foram escritos no governo de Pôncio Pilatos. Posteriormente ele diz: "Poderás facilmente conferir nos ´Atos`de Pôncio Pilatos que Ele realizou esses milagres" (Apologia).
Elgin Moyer, em Who was who in church history (Quem foi quem na história da igreja), descreve Justino Mártir como um: "... filósofo, mártir, apologeta, nascido em Flávia Neápolis. Com boa formação, parece ter tido recursos suficientes para levar uma vida de estudos e viagens. Sendo um ávido inquiridor da verdade, bateu sucessivamente às portas do estoicismo, aristotelismo, pitagorismo e platonismo, mas detestou o epicurismo. No início teve algum contato com os judeus, mas não se interessou pela religião seguida por eles. O platonismo foi o que mais exerceu atração sobre ele, e ele imaginava que estava em vias de atingir o alvo de sua filosofia - a visão de Deus - quando, num certo dia, numa caminhada solitárian à beira-mar, o jovem filósofo econtrou um idoso e venerável cristão, pessoa de semblante agradável e de uma serena dignidade. Esse humilde cristão abalou a confiança de Justino na sabedoria humana e mostrou-lhe os profetas hebreus, ´homens que viveram antes do que todos aqueles filósofos de renome, homens cujos escritos e ensinos predisseram a vinda de Cristo...`Seguindo o conselho daquele senhor idoso, esse zeloso platonista tornou-se um cristão de verdade. Ele afirmou: ´Descobri que só sta filosofia é segura e proveitosa`. Depois da conversão se tornou um grande defensor da fé cristã.
Os Talmudes Judeus:
Tol´doth Yeshu: Há referência a Jesus como "Ben Pandera".
Talmude Babilônico. Diz: "... e penduraram-no na véspera da Páscoa".
O título que o Talmude dá a Jesus: "Ben Pandera (ou ´Ben Pantere`)" e "Jeshu ben Pandera". Muitos estudiosos afirmam que "pandera"é um jogo de palavras, um trocadilho com a palavra grega panthenos, que significa "virgem" chamando-o de "filho da virgem". Joseph Klausner, um judeu, afirma que "o nascimento ilegítimo de Jesus era uma idéia corrente entre os judeus...".
Os comentários na Baraila são de grande valor histórico: "Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu (de Nazaré) e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (Yeshu de Nazaré) ia ser apedrejado ´por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo se desviar. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele`. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa" (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a)".
O Amoa ´Ulla`("Ulla" foi um discípulo do rabino Youchanan e viveu na palestina no final do século terceiro) acrescenta: "E acreditas que em favor de Yeshu de Nazaré houvesse qualquer direito de apelação? Ele era um enganador, e o Misericordioso disse: ´Não o pouparás nem o esconderás`. Não foi assim, pois que Jesus tinha o apoio da autoridade civil".
As autoridades judaicas não negavam que Jesus operasse sinais e milagres (Mt 9:34; 12:24; Mc 3:22), mas atribuíam-nos a atos de magia.
O Pesquisador judeu Joseph Klausner escreve que "o Talmude fala de enforcamento em vez de crucificação, pois essa terrível forma de execução utilizada pelos romanos só era conhecida dos estudiosos judeus através de julgamentos efetuados pelos romanos, sendo desconhecida no sistema legal judeu. Até mesmo Paulo, o apóstolo, (Gl 3:13) explica que a passagem bíblica ´maldito todo aquele que for pendurado no madeiro`, isto é, enforcado (Dt 21:23), é aplicável a Jesus".
Sanhedrim 43a também menciona os discípulos de Jesus.
A Enciclopédia Britânica:
A Eciclopédia britãnica emprega 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Tal descrição ocupa mais espaço do que o que foi dado a Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.
Acerca do testemunho de muitos relatos seculares independentes sobre Jesus de nazaré, essa enciclopédia registra que:
Esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, a qual, pela primeira vez e em bases inadequadas, veio a ser questionada por vários autores do fim do século dezoito, do século dezenove e do início do século vinte"
O Palácio do Rei Davi e as controvérsias arqueológicas
12 – arqueologia, noticias

Escavação Eilat Mazar e os métodos de arqueologia são irrepreensíveis, mas, a sua recente afirmação de ter descoberto o palácio do Rei David nas escavações arqueológicas em Jerusalém surgiram dois grupos de estudiosos na mesma área. Em setembro / outubro de 2012, o assunto da Biblical Archaeology Review, o arqueólogo Avraham Faust, revisa a evidência para mostrar por que ele concorda e discorda com a teoria.
Embora a arqueóloga hebraica da Universidade, Eilat Mazar tenha recebido as críticas de
alguns sobre a sua argumentação de ter descoberto o Palácio do Rei Davi no cume
Jerusalém conhecida como a Cidade de David, a parte mais antiga da cidade, ninguém questiona a
qualidade dos seus métodos de arqueologia de escavação .
Agora Avraham Faust, um arqueólogo sénior da Universidade Bar-Ilan,
arqueologia opiniões Eilat Mazar, os métodos e conclusões sobre a estrutura de pedra chamada a grande e o que ali foi encontrado explica por que ele concorda e discorda com a teoria.
(Foto: Cortesia Eilat Mazar)
"David foi até a fortaleza", quando ele temia um ataque dos filisteus, de acordo com 2 Samuel 5:17. Onde ele foi para baixo de? Esta foto ajuda a fornecer a resposta. É tomado olhando para o norte, de frente para o esporão conhecida como a cidade de Davi; além dela é o Monte do Templo, onde Salomão construiu o templo. Marcado na foto é Área H, onde Kathleen Kenyon encontrou partes do que Mazar já identificou como uma grande estrutura pública; ao sul do que é a estrutura de pedra-escalonado enorme, uma parte da encosta coberta com grandes blocos que devem ter apoio um grande edifício na encosta acima dele, o Primavera Giom, única fonte antiga Jerusalém de água doce, e Vale do Cedrom, a leste da cidade. Autor Eilat Mazar sugere que a estrutura em degrau-Stone era parte do mesmo complexo como o palácio de Davi. Por que David construíram sua residência real além muralhas de Jerusalém? Porque não havia espaço dentro da cidade murada pequena. O palácio necessária nenhuma proteção em tempos normais, quando uma ameaça pairava, David e sua comitiva poderia rapidamente "ir para baixo", como diz a Bíblia, a fortaleza da cidade a poucos metros ao sul.
A revista National Geographic deste mês apresenta o cenário belicoso que há entre duas correntes arqueológicas: os que procuram negar a historicidade dos relatos bíblicos e os que tentam confirmá-los. A reportagem de capa merece ser lida pela riqueza de detalhes com que trata o assunto e pelo relativo equilíbrio entre os "dois lados" da história. Isso deveria ser imitado pelas populares revistas brasileiras de divulgação científica que frequentemente pecam pela superficialidade e partidarismo.
O texto na National Geographic trata principalmente da descoberta feita em 2005 pela arqueóloga Eilat Mazar. Na época, ela anunciou que provavelmente havia descoberto o palácio do rei Davi. "Foi como se fizesse veemente defesa de uma proposição da velha escola de arqueologia que está sob ataque há mais de um quarto de século: a ideia de que a descrição bíblica do império fundado por Davi e levado adiante por seu filho Salomão é historicamente exata", diz a revista. "A contundente declaração de Eilat deu força àqueles cristãos e judeus do mundo todo para quem o Antigo Testamento pode e deve ser interpretado ao pé da letra." [Bem, a questão aqui não é de interpretação, como se verá mais adiante, mas de confirmação do pano de fundo histórico de um período descrito pela Bíblia.
A crítica é mesmo antiga: arqueólogos minimalistas afirmavam que o império de Davi e Salomão jamais havia existido, pois aparentemente não há evidências de construções na região. Até que Eilat divulgou seu achado. A fim de desacreditar a descoberta, houve até ataques pessoais (ad hominem): críticos ressaltaram que as escavações da arqueóloga foram financiadas por duas organizações, a Fundação Cidade de Davi e o Centro Shalem, dedicadas a reivindicar direitos territoriais para Israel. "E zombam porque ela usa os métodos antiquados de antepassados arqueólogos, como os do avô, que não se constrangia em trabalhar com a pá numa mão e a Bíblia na outra", diz a matéria. Note que os ataques são dirigidos à fonte de financiamento da pesquisa e aos métodos da arqueóloga, e não necessariamente à descoberta dela.
Uma mina e a fundição de cobre
A matéria prossegue: "A prática antes comum de usar o livro sagrado como guia arqueológico é contestada por ser um raciocínio circular, anticientífico – e quem mais se empenha contra ela é o questionador-mor da Universidade de Tel-Aviv, Israel Finkelstein, que dedicou a carreira a demolir estrondosamente hipóteses desse feitio. Ele e outros proponentes da `baixa cronologia´ afirmam que o peso das evidências arqueológicas em Israel e seu entorno indica que as datas postuladas pelos estudiosos da Bíblia estão antecipadas em um século. As construções `salomônicas´ escavadas por arqueólogos bíblicos ao longo de várias décadas recentes em Hazor, Gezer e Megiddo não foram erigidas no tempo de Davi e Salomão, argumenta ele; portanto, devem ter sido construídas por reis da dinastia Omride, no século 9 a.C., bem depois do reinado de Salomão."
Restos das fundições
Se acusam Eilat de ter interesses "escusos" e usar a Bíblia como documento histórico orientador de pesquisa, por que não lembram que Finkelstein é crítico ferrenho de tudo que "cheira a Bíblia"? É só notar a ferocidade da seguinte declaração dele: "É claro que não estamos olhando para o palácio de Davi! Tenha a santa paciência. Tudo bem, eu respeito seus [de Eilat] esforços. Gosto dela, é uma senhora simpática. Mas essa interpretação é, como direi?, um tanto ingênua."
Finkelstein deve estar ainda mais irado, pois agora, segundo a National Geographic, é a teoria dele que está no paredão. "Logo depois que Eilat declarou ter descoberto o palácio do rei Davi, dois outros arqueólogos revelaram achados notáveis. Trinta quilômetros a sudoeste de Jerusalém, no vale de Elah – justamente onde a Bíblia diz que o jovem pastor Davi matou Golias –, o professor Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica, afirma ter escavado o primeiro trecho de uma cidade judaica datada da época exata em que Davi reinou.
Enquanto isso, 50 quilômetros ao sul do Mar Morto, na Jordânia, um professor da Universidade da Califórnia em San Diego, Thomas Levy, passou os últimos oito anos escavando uma grande mina e fundição de cobre em Khirbat en Nahas. Segundo Levy, um dos mais importantes períodos de produção de cobre nesse sítio foi no século 10 a.C. – época em que, segundo a narrativa bíblica, os edomitas, antagonistas de Davi, ocupavam a região (estudiosos como Finkelstein, todavia, garantem que o reino de Edom surgiu apenas dois séculos depois). A própria existência de uma mina e fundição de cobre dois séculos antes do período em que o grupo de Finkelstein aponta como o do surgimento dos edomitas indicaria que havia atividades complexas bem no tempo em que Davi e Salomão reinaram. `É possível que isso tenha pertencido a Davi e Salomão´, analisa Levy sobre sua descoberta. `Porque a escala da produção de metal aqui é, de fato, a de um Estado ou reino antigo´."
Informação histórica digna de crédito
E as evidências? A revista informa que Levy e Garfinkel têm as pesquisas subvencionadas pela National Geographic Society e baseiam suas afirmações em uma profusão de dados científicos, entre eles fragmentos de cerâmica e datação por radiocarbono de caroços de azeitona e tâmara encontrados nos sítios. "Se as evidências de suas atuais escavações se sustentarem, a posição dos peritos de outrora que apontavam a Bíblia como um relato preciso da história de Davi e Salomão pode ser confirmada. Como diz Eilat Mazar com visível satisfação: `É o fim da escola de Finkelstein´."
A reportagem apresenta outras evidências que corroboram as conclusões de Garfinkel – como centenas de ossos de boi, cabra, ovelha e peixe, mas nenhum osso de porco, o que sugere que judeus, e não filisteus, devem ter vivido ali. Tudo isso foi encontrado abaixo de uma camada do período helenístico. E tem mais: a equipe do arqueólogo topou também com um achado raríssimo, um caco de vasilha de cerâmica com inscrições que parecem ser em uma escrita protocananita contendo verbos característicos do hebraico. A conclusão parece óbvia: ali estava uma complexa sociedade judaica do século 10 a.C, do tipo que os defensores da baixa cronologia, como Finkelstein, afirmam que não existe.
Luiz Gustavo Assis é teólogo e trabalhou como auxiliar de pesquisa no Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork, localizado no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. Para ele, Finkelstein não é o único com uma visão negativa a respeito da historicidade do relato bíblico. "Nos anos 1990, diversos teólogos e historiadores de universidades europeias publicaram obras extremamente belicosas contra a Bíblia Hebraica, como Thomas L. Thompson, Niels-Peter Lemche e Philip Davies. Esses são alguns dos nomes que compõem a Escola de Copenhague, ou os chamados minimalistas, aqueles que desconsideram a Bíblia como um documento com informações históricas precisas", informa Luiz.
Segundo o teólogo, não é preciso ter motivação religiosa para questionar as abordagens e conclusões desses autores, muitas vezes baseadas no silêncio de fontes arqueológicas. Luiz cita o agnóstico William G. Dever, autor do livro What did the Biblical Writers Know & When did They Know It?. Dever ataca ferozmente o niilismo por detrás dessa postura displicente de se encarar a história de Israel. "Dever não é um anônimo ou um novato no assunto", diz Luiz. "Sua carreira como arqueólogo já passa dos 30 anos. Seu nome é tremendamente respeitado nos círculos acadêmicos quando o assunto é arqueologia siro-palestinense ou bíblica. Como um cético, ele não acredita em tudo o que o livro sagrado dos judeus diz, mas sua opinião é honesta: há informação histórica digna de crédito para se estabelecer uma parte da história de Israel."
"Argumentos parecem apelativos"
Finkelstein e outros que afirmavam não existir evidência de atividade escribal em Canaã antes do século 9 a.C. teve novamente que engolir a língua com a descoberta de um caco de cerâmica com aproximadamente 15 cm. O ostracon contém uma inscrição que data do 11º século a.C. e foi descoberto no sítio arqueológico de Khirbet Qeyafa. "Não se trata de uma aglomerado de palavras desconexas", explica Luiz. "É um texto que faz menção de um juiz (shaphat), rei (melekh) e escravos (`eved)." "Quando Frank Moore Cross – um dos principais especialistas em inscrições proto-cananitas de Harvard – examinou o ostracon e a inscrição, ele ficou duas noites sem dormir", disse Lawrence Stager, professor de Arqueologia Bíblica em Harvard.
Ainda segundo a reportagem da National Geographic, para os arqueólogos minimalistas, Davi e Salomão foram simplesmente personagens fictícios. No entanto, a credibilidade dessa posição foi solapada em 1993, quando uma equipe de escavação no sítio de Tel Dan, no norte de Israel, descobriu uma estela de basalto negro com a inscrição "Casa de Davi"(para maior compreensão do que significa a expressão "Casa de Davi", consulte a obra Escavando a Verdade, do Dr. Rodrigo Silva). Mas, como a Bíblia não pode ser usada como documento histórico, os minimalistas ainda afirmam que a existência de Salomão continua carente de comprovação.
O que Levy escavou em Khirbat en Nahas pode ainda dar muita dor de cabeça para Finkelstein e a escola da baixa cronologia. National Geographic compara: "As minas de cobre de Levy talvez não sejam tão sensacionais quanto o palácio do rei Davi ou o mirante com vista para a batalha entre Davi e Golias. Mas as escavações de Levy abrangem mais tempo e área que as de Eilat Mazar e Yosef Garfinkel, e fazem uso bem mais amplo da análise por radiocarbono para determinar a idade das camadas estatigráficas de seu sítio."
A revista expõe a virulência de Finkelstein, que zomba das descobertas de Garfinkel em Khirbet Qeiyafa: "Você nunca vai me pegar dizendo `achei um caroço de azeitona num estrato em Megiddo, e esse caroço – contrariando centenas de outras datações por carbono 14 – vai decidir o destino da civilização ocidental´. Ele para de falar de repente e solta uma risada sarcástica. E a ausência de ossos de porco, sugerindo que o sítio é judeu? `Um dado, mas não conclusivo.´ E a inscrição rara encontrada no sítio? `Provavelmente da cidade filistina de Gath, não do reino de Judá.´ [...] A hipótese de que uma sociedade complexa do século 10 a.C. possa ter existido nos dois lados do rio Jordão pôs na defensiva a posição de Israel Finkelstein sobre a era de Davi e Salomão. Seus muitos artigos de réplica e seu tom sarcástico refletem essa defensiva, e com argumentos que, não apenas para seus desafetos, muitas vezes parecem apelativos."
Credibilidade histórica da Bíblia não está no vácuo
Rodrigo Pereira da Silva é professor de Teologia no Unasp, doutor em Teologia, especialista em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém e doutorando em Arqueologia pela USP (além de autor do livro recomendado acima). Ele conhece pessoalmente grande parte dos nomes citados na matéria da National Geographic. Já conversou com Filkelstein, foi aluno de Garfinkel (na verdade, sua primeira experiência arqueológica foi sob seu comando, em Shaar ha Golan). Para Rodrigo, o mérito e o diferencial dessa reportagem consistiram em mostrar que, para os arqueólogos, o assunto da historicidade bíblica está dividido. Ele diz: "Antes os artigos deixavam o leitor com a impressão de que todos os arqueólogos sérios e profissionais questionavam a Bíblia e apenas os leigos ou pseudo-arqueólogos (como Erich von Däniken ou Werner Keller) endossavam o texto bíblico com suas pesquisas particulares que não receberiam a chancela de nenhuma universidade."
Segundo Rodrigo, essa situação de polêmica "felizmente fez surgir as figuras de Eilat Mazar e Garfinkel, que têm autoridade acadêmica para discordar de arqueólogos minimalistas como os que, via de regra, desfilam nas páginas de revistas populares como a National, a Superinteressante ou a Época".
Rodrigo faz ainda duas observações com
respeito à reportagem:
1. Quando o texto diz: "Há um probleminha: os arqueólogos, depois de procurar exaustivamente por décadas, não encontraram nenhum indício confiável de que Davi ou Salomão tenham construído qualquer coisa", deixa os leitores leigos com uma impressão distorcida da pesquisa de campo em arqueologia. "Posso afirmar que 80% ou 90% da história antiga geral (i.e. não bíblica) não pôde ser `confirmada´ por escavações arqueológicas. Terremotos, guerras, roubos, ações do tempo, construção de novas metrópoles, etc., puseram a termo ou sepultaram para sempre monumentos e artefatos da antiguidade. Isso não acontece só com a Bíblia, mas com a história em geral. Não há, por exemplo, nenhuma prova arqueológica segura da presença dos imensos exércitos de Alexandre, o Grande, na Índia; o que temos são relatos tardios, escritos 300 anos depois da morte dele (cf. As Vidas Paralelas de Plutarco), e cujos originais também se perderam (o que nos restam são cópias ainda mais tardias)."
Curiosamente, no entanto, poucos historiadores questionam a presença alexandrina desde a Macedônia até as terras indianas. "Ora, se o critério da dúvida, tão advogado em relação à Bíblia, fosse aplicado à história em geral, teríamos que duvidar quase da totalidade do que os livros didáticos nos apresentam. Mesmo na história mais recente, onde estão (arqueologicamente falando) as provas de que Colombo desembarcou nas Antilhas em 1492 ou de que a primeira missa no Brasil foi realizada em Porto Seguro, pouco tempo depois do descobrimento? A resposta é: não há nenhum indício confiável de qualquer desses eventos. Vamos duvidar deles também? Com exceção das pirâmides do Egito e de uns poucos fragmentos do mausoléu de Halicarnasso, onde estão as provas de que as sete maravilhas do mundo antigo de fato existiram?", questiona Rodrigo.
2. Para o professor do Unasp, o tom zombeteiro sobre arqueólogos como os falecidos Yadin, Albright e o renomado Benjamim Mazar (avô de Eilat), que escavavam, como diz o artigo, "com a pá numa mão e a Bíblia noutra", parece o argumento do espantalho, para usar um exemplo de falácia. "Em primeiro lugar", diz Rodrigo, "esses foram alguns dos mais respeitados e renomados arqueólogos de todos os tempos. Ademais, Albright vinha de uma escola humanista que não aceitava certos aspectos da teologia cristã; suas afirmações em relação à Bíblia, portanto, eram baseadas nos fatos e não em suas predisposições ou convicções pessoais." Rodrigo cita também H. Schelermann, que usou justamente um texto antigo (a Ilíada, de Homero) como uma espécie de "mapa" para encontrar Troia. E ele a encontrou. "Não creio que a valorização do texto antigo (como é o caso da Bíblia) seja algo anticientífico ou ultrapassado. E não se trata, como diz o artigo, de `literalizar´ cada frase da Bíblia Sagrada. Eu, pelo menos, não acredito na inerrância do texto bíblico, mas isso não nega que ele esteja descrevendo uma história real."
Luiz Gustavo Assis lembra que a arqueologia tem limites. Existe a confirmação histórica da existência de Davi, feita por Avraham Biran, em 1993, e agora a provável identificação do sítio arqueológico mencionado na famosa história da batalha de Davi contra o filisteu Golias. No entanto, nenhum desses achados prova que o gigante foi morto com uma pedra de funda! Provavelmente jamais seja encontrado documento com uma inscrição como essa. No entanto, a credibilidade histórica da Bíblia não está no vácuo. Existe um terreno sólido sobre o qual o leitor pode caminhar.
Carta de Pilatos a Tibério sobre Jesus
Este é um reimpresso de uma carta de Pôncio Pilatos a Tibério César que descreve a aparência física de Jesus. As cópias estão na Biblioteca do Congresso em Washington, D.C. É bem provável que tenha sido escrita nos dias que antecederam a crucifixação. Carta: "Um jovem apareceu na Galileia a pregar com humilde e unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temi que o seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas os meus temores foram logo atenuados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado a uma árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Disseram-me que era Jesus. Este eu pude facilmente identificar tão grande era a diferença entre ele e os que o escutavam. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam à sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos. Nunca tinha visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e os seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a interromper com a minha presença, continuei o meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar. Depois, o meu secretário informou-me nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele contou-me que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim, decidimos de forma discreta dar-lhe proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso".
"...Depois, escrevi a Jesus pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu fazia o meu passeio matutino e ao deparar-me com ele os meus pés pareciam estar presos por uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranquilo. Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não tinha nada nele que fosse rejeitável, contudo, eu sentia temor na sua presença. Eu fiz referência há sua simplicidade magnética e à sua personalidade. Falei-lhe que ele me parecia de aspeto superior ao dos filósofos e professores dos seus dias. Ele permaneceu em silêncio. Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para te escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranquilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus.
Vosso servo mais obediente,
Pôncio Pilatos”
Outro importante documento encontrado diz respeito a uma cópia autêntica da Peça do Processo de Cristo, existente no Museu da Espanha:
“No ano dezanove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca invencível na Olimpíada cento e vinte e um, e Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progénito do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro da Babilónia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judeia QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente na Baixa Galileia, HERODES ANTIPAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do Templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém, QUINTO CORNÉLIO SUBLIME E SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente - EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus chamado pela plebe - CRISTO NAZARENO - e galileu de nação, homem sedicioso, contra a Lei Mosaica - contrário ao grande Imperador TIBÉRIO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judeia, dizendo-se filho de DEUS e REI de ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará o seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX JUDEORUM. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAIM DANIEL, RABAM JOAQUIM BANICAR, BAN BASU, LARÉ PETUCULANI. Pelos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pelos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LUCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO”
Este documento é importantíssimo. Afinal, quem é que vai condenar uma pessoa que não existe? Portanto documento prova a existência de Jesus. Embora evidentemente os ateus questionem a autenticidade destes documentos (o que é nada a mais do que o papel de qualquer “bom ateu”), não há inteiramente nada que nos leve a duvidar da validade destes ofícios, uma vez que já foram encontradas inúmeras cópias de documentos e processos legítimos relacionados a outros temas, os quais ninguém questiona a sua validade.
Claro, quando o assunto é com Jesus Cristo, o melhor que eles fazem é duvidarem e zombarem, afinal, para gente que não tem argumentos apenas lhes resta apelação. Vale também ressaltar aqui que o próprio Pilatos foi questionado pelos incrédulos (ateus), até que uma descoberta acabou por confirmar a sua historicidade, conforme fornecido por Michael J. Howard, que trabalhou na expedição a Cesareia, em Israel, em 1979.
“Por 1900 anos”, escreveu, “Pilatos só existia nas páginas dos Evangelhos e nas vagas lembranças dos historiadores romanos e judeus. Quase nada se sabia sobra a vida dele. Alguns afirmavam que nem sequer existira. Mas, em 1961, uma expedição arqueológica italiana trabalhava nas ruínas do antigo teatro romano em Cesareia. Um operário revirou uma pedra que tinha sido usada numa das escadarias. No reverso havia a seguinte inscrição, parcialmente obscurecida, em latim: ‘Caesariensibus Tiberium Pontius Pilatus Praefectus Iudaeae’. (Ao povo de Cesareia, Tibério Pôncio Pilatos, Prefeito da Judeia). Foi um golpe fatal nas dúvidas sobre a existência de Pilatos... Pela primeira vez havia evidencia epigráfica contemporânea da vida do homem que ordenara a crucificação de Cristo”, (João 19, 13-16; Atos 4,27)
CARTA DE PÔNCIO PILATOS AO IMPERADOR ROMANO
Pôncio Pilatos saúda o Imperador Tibério César.
Jesus Cristo, que te apresentei explicitamente nos meus últimos relatórios foi, finalmente, entregue a um duro suplício a pedido do povo, cujas instigações segui por medo e contra minha vontade. Um homem piedoso e austero como esse, não existiu nem existirá jamais em época alguma.
Mas a verdade é que houve um estranho empenho do povo para conseguir a crucificação deste embaixador da Verdade, além de uma conspiração de todos os escribas, chefes e anciãos, malgrado os avisos dos seus profetas, ou, como nós dizemos, as sibilas. E enquanto estava dependurado na cruz apareceram sinais que sobrepujavam as forças naturais e que pressagiavam, segundo o entendimento dos filósofos, a destruição de todo o mundo. Seus discípulos ainda vivem e não desdizem o Mestre nem suas obras e nem a pureza de sua vida; e continuam ainda fazendo muito bem em seu nome. Portanto, se não fosse pelo temor de uma possível revolta entre o povo que já estava quase enfurecido, talvez aquele insigne varão ainda pudesse estar entre os vivos. Atribui, pois, mais ao meu senso de fidelidade para contigo do que ao meu próprio capricho, o fato de não haver resistido com todas as minhas forças para que o sangue de um justo, isento de toda culpa, mas vítima da malícia humana, fosse perversamente vendido e sofresse toda a paixão.
Aliás, como dizem os intérpretes de suas escritas, poupá-lo redundaria em sua própria ruína. Adeus. O quinto dia das calendas de abril.
CARTA DE TIBÉRIO A PILATOS
O que se segue é a resposta de César Augusto a Pôncio Pilatos, governador da província oriental. O próprio César acrescentou uma sentença de seu próprio punho e letra e enviou-a pelo mensageiro Raab, ao qual confiou, ainda, dois mil soldados:
"Uma vez que tiveste a ousadia de condenar Jesus Nazareno à morte, de uma maneira violenta e totalmente perversa e, antes mesmo de proclamar a sentença condenatória, puseste-O nas mãos dos insaciáveis e furiosos judeus; uma vez que, além disso, não tiveste compaixão deste justo, mas depois de ensanguentar o açoite e de submetê-lo a uma horrível sentença e ao tormento da flagelação, entregaste-o, sem nenhuma culpa de sua parte, ao suplício da crucificação, não sem antes haver aceitado presentes pela sua morte; uma vez que, enfim, manifestaste compaixão com os lábios, mas O entregaste de coração a alguns judeus sem lei; por tudo isto, serás tu próprio conduzido à minha presença, carregado de correntes, para que apresentes tuas desculpas e prestes contas da vida que entregaste à morte sem nenhum motivo. Mas, ai da tua dureza e da tua falta de vergonha! Desde que este fato chegou aos meus ouvidos, estou sofrendo na alma e sinto que minhas entranhas se espedaçam, pois veio a mim uma mulher, que se diz discípula d'Ele (Maria Madalena, de quem segundo afirma, expulsou sete demônios) e testemunhou que Jesus operou portentosas curas, fazendo com que cegos vissem, coxos pudessem andar, surdos pudessem ouvir, leprosos fossem limpos, e que todas estas curas aconteceram apenas com a sua palavra. Como concordaste que fosse crucificado sem nenhum motivo? Porque, se não querias aceitá-lo como Deus, deverias, pelo menos, ter-te compadecido d'Ele como médico que era. Até o próprio relatório que me chegou de tua parte está reclamando o teu castigo, já que nele afirmas que Aquele era superior a todos os deuses venerados por nós. Que se passou para que o entregasses à morte? Saibas, pois, que, assim como tu O condenaste injustamente e O mandaste matar, da mesma maneira eu, com todo o direito, farei justiça contigo; e não somente contigo, mas também com todos os teus conselheiros e cúmplices dos quais recebeste o suborno da morte."
Então Tibério César entregou a carta aos emissários e, juntamente com ela, a sentença na qual ordenava por escrito que todo o povo dos judeus passasse pelo fio da espada e que Pilatos fosse trazido como réu até Roma, juntamente com os principais dentre os judeus,aqueles que à época eram governadores: Arquelao, filho do odiadíssimo Herodes, e seu cúmplice Filipo; o pontífice Caifás e Anás, seu sogro, e todos os demais judeus responsáveis.Assim, pois, Rachaab marchou com os soldados e fez como lhe haviam ordenado, passando pela espada todos os varões dentre os judeus, enquanto que as suas impuras mulheres ficavam expostas à violação dos pagãos, o que fez brotar uma ralé abominável, como, aliás, fora engendrado por Satã. Depois o emissário cuidou de Pilatos, de Arquelao e Filipo, de Anás e Caifás e de todos os responsáveis dentre os judeus, e, carregando-os de correntes, pôs-se com eles a caminho de Roma. Aconteceu que, ao passar por certa ilha chamada Creta, Caifás perdeu a vida de uma maneira violenta e miserável. Então, carregaram-no para sepultá-lo, mas nem sequer a terra dignou-se admiti-lo em seu seio, já que o arremessava para fora. Quando os que ali estavam presenciaram esse fato, apanharam pedras e arremessaram-nas sobre o cadáver, que foi desta forma enterrado. Os demais chegaram até Roma.
Existia entre os reis da antiguidade o costume de livrar da condenação um réu de morte que contemplasse o rosto real. César, então, deu as ordens necessárias para não se deixar ver por Pilatos. Assim, pois, meteram-no numa caverna e ali o deixaram, conforme as ordens do imperador.
Da mesma forma ordenou que Anás fosse envolto numa pele de boi, de modo que quando o couro secasse ao sol ele fosse constringido e suas entranhas saíssem pela boca.
Assim, violentamente, perdeu ele sua miserável vida. Aos demais presos judeus executou-os mandando passá-los pelo fio da espada. Mas a Arquelau, o filho do odiadíssimo de Herodes, e a seu cúmplice Filipo, condenou-os ao suplício da empalação.
Certo dia o imperador saiu de casa para uma caçada e ia em perseguição a uma gazela, quando esta parou precisamente em frente à boca da caverna onde estava Pilatos. Já próximo da execução, Pilatos tentou fixar seus olhos em César, mas não o conseguiu porque a gazela postou-se na frente dele. César então disparou uma flecha, visando o animal, mas o projétil atravessou a entrada da caverna e matou Pilatos. Todos aqueles que creem ser Cristo o verdadeiro Deus e nosso Salvador, glorificai-O e engrandecei-O, pois a Ele pertencem a bem-aventurança, a honra e a adoração junto ao seu Pai no princípio e seu
Espírito consubstancial, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.

















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